AREsp 3149830 - DECISAO
Por se tratar de obrigação propter rem (IPTU), se a transferência da titularidade ocorreu antes do lançamento do tributo não é possível redirecionar a execução nem incluir o novo proprietário no polo passivo sem que se substitua o lançamento; para reconhecer sucessão processual é indispensável comprovar que a transferência de domínio ocorreu no decorrer do processo; a mera confissão de dívida por terceiro não é suficiente para sub-rogar o débito, e a Súmula 392 impede a modificação do sujeito passivo da execução mediante simples correção da CDA.
- Parties
- Agravante; Exequente: MUNICÍPIO DE VITÓRIA; Executado: JOSÉ EUCLIDES FERREIRA; Executado: CASAS SANTA TEREZINHA TECIDOS LTDA; Terceiro Que Confessou Dívida: Luiz Antônio Peixoto
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 18 May 2026
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial Em Sede De Execução Fiscal / Decisão De Admissibilidade E Mérito No STJ (reconhecimento Do Agravo; Não Conhecimento Do Recurso Especial)
- Outcome
- Conheço do agravo quanto à matéria não repetitiva; não conheço do recurso especial.
- Legal Topics
- Execução Fiscal, Redirecionamento Da Execução, Sucessão De Dívida, IPTU, Certidão De Dívida Ativa, Súmula 392 Do STJ
Case Brief
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Parties
MUNICÍPIO DE VITÓRIA
Agravante; Exequente
JOSÉ EUCLIDES FERREIRA
Executado
CASAS SANTA TEREZINHA TECIDOS LTDA
Executado
Luiz Antônio Peixoto
Terceiro Que Confessou Dívida
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial Em Sede De Execução Fiscal / Decisão De Admissibilidade E Mérito No STJ (reconhecimento Do Agravo; Não Conhecimento Do Recurso Especial)
Legal Issues
- 1 Possibilidade de redirecionamento da execução fiscal em razão de transferência de domínio
- 2 Momento da transferência de titularidade em face do lançamento do IPTU
- 3 Aplicação da Súmula 392 do STJ quanto à substituição da CDA
Ratio Decidendi
Por se tratar de obrigação propter rem (IPTU), se a transferência da titularidade ocorreu antes do lançamento do tributo não é possível redirecionar a execução nem incluir o novo proprietário no polo passivo sem que se substitua o lançamento; para reconhecer sucessão processual é indispensável comprovar que a transferência de domínio ocorreu no decorrer do processo; a mera confissão de dívida por terceiro não é suficiente para sub-rogar o débito, e a Súmula 392 impede a modificação do sujeito passivo da execução mediante simples correção da CDA.
Court Disposition
Conheço do agravo quanto à matéria não repetitiva; não conheço do recurso especial.
Orders
- Conheço do agravo relativamente à matéria que não se enquadra em tema repetitivo
- Não conheço do recurso especial
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