REsp 2227942 - DECISAO
Não houve omissão: o tribunal de origem examinou e fundamentou a aplicação do Tema 1.142/STF, que determina a indivisibilidade do crédito de honorários sucumbenciais em ação coletiva, vedando seu fracionamento; por se tratar de matéria eminentemente constitucional e já pacificada pelo STF, o Recurso Especial não é...
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- Parties
- Recorrente: SIND DOS TRAB FED DA SAUDE TRABALHO E PREVIDENCIA DO RS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 29 August 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Julgamento No Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- Conheço em parte do Recurso Especial e nego-lhe provimento.
- Legal Topics
- Execução De Sentença Coletiva, Honorários Advocatícios Sucumbenciais, Fracionamento Da Execução, Tema 1.142/stf
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Parties
SIND DOS TRAB FED DA SAUDE TRABALHO E PREVIDENCIA DO RS
Recorrente
Procedural Posture
Recurso Especial / Julgamento No Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 Omissão do tribunal de origem quanto à aplicação do Tema 1.142/STF e aos pedidos sucessivos
- 2 Possibilidade de fracionamento da execução de honorários sucumbenciais fixados em ação coletiva
- 3 Competência para apreciar matéria constitucional em Recurso Especial
Ratio Decidendi
Não houve omissão: o tribunal de origem examinou e fundamentou a aplicação do Tema 1.142/STF, que determina a indivisibilidade do crédito de honorários sucumbenciais em ação coletiva, vedando seu fracionamento; por se tratar de matéria eminentemente constitucional e já pacificada pelo STF, o Recurso Especial não é via adequada para reexaminar o tema, de modo que o recurso foi conhecido em parte e negado provimento.
Court Disposition
Conheço em parte do Recurso Especial e nego-lhe provimento.
Orders
- Conheço em parte do Recurso Especial
- Nego provimento ao Recurso Especial
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DECISÃO Vistos. Trata-se de Recurso Especial interposto por SIND DOS TRAB FED DA SAUDE TRABALHO E PREVIDENCIA DO RS, contra acórdão prolatado pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região, assim ementado (fl. 325e): APELAÇÃO. PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO INDIVIDUAL DE SENTENÇA PROFERIDA EM AÇÃO COLETIVA. EXECUÇÃO DOS HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS DO PROCESSO DE CONHECIMENTO. DESCABIMENTO. TEMA 1.142. SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Consoante decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal com força de repercussão geral (Tema 1.142), descabe execução fracionada dos honorários advocatícios de sucumbência fixados em ação coletiva. Opostos Embargos de Declaração, foram rejeitados. Com amparo no art. 105, III, a, da Constituição da República, a aponta-se ofensa aos dispositivos a seguir relacionados, alegando-se, em síntese, que: Arts. 489, II, e 1.022, II, do Código de Processo Civil - omissão do tribunal de origem em apreciar as questões objeto dos declaratórios; eArts. 141, 492, 503, 505, 507 e 508 do CPC - ausência de fracionamento dos honorários e inaplicabilidade do Tema n. 1.142/STFCom contrarrazões, o recurso foi inadmitido, tendo sido interposto Agravo, posteriormente convertido em Recurso Especial (fl. 881e). Feito breve relato, decido. Nos termos do art. 932, III e IV, do Código de Processo Civil de 2015, combinados com os arts. 34, XVIII, a e b, e 255, I e I, do Regimento Interno desta Corte, o Relator está autorizado, por meio de decisão monocrática, respectivamente, a não conhecer de recurso inadmissível, prejudicado ou que não tenha impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida, bem como a negar provimento a recurso ou pedido contrário à tese fixada em julgamento de recurso repetitivo ou de repercussão geral (arts. 1.036 a 1.041), a entendimento firmado em incidente de assunção de competência (art. 947), à súmula do Supremo Tribunal Federal ou desta Corte ou, ainda, à jurisprudência dominante acerca do tema, consoante Enunciado da Súmula n. 568/STJ: O Relator, monocraticamente e no Superior Tribunal de Justiça, poderá dar ou negar provimento ao recurso quando houver entendimento dominante acerca do tema. - Da omissão Nos termos do art. 1.022 do Código de Processo Civil de 2015, cabe a oposição de embargos de declaração para: i) esclarecer obscuridade ou eliminar contradição; ii) suprir omissão de ponto ou questão sobre o qual devia se pronunciar o juiz de ofício ou a requerimento; e, iii) corrigir erro material. A omissão, definida expressamente pela lei, ocorre na hipótese de a decisão deixar de se manifestar sobre tese firmada em julgamento de casos repetitivos ou em incidente de assunção de competência aplicável ao caso sob julgamento. O Código de Processo Civil considera, ainda, omissa, a decisão que incorra em qualquer uma das condutas descritas em seu art. 489, § 1º, no sentido de não se considerar fundamentada a decisão que: i) se limita à reprodução ou à paráfrase de ato normativo, sem explicar sua relação com a causa ou a questão decidida; ii) emprega conceitos jurídicos indeterminados; iii) invoca motivos que se prestariam a justificar qualquer outra decisão; iv) não enfrenta todos os argumentos deduzidos no processo capazes de, em tese, infirmar a conclusão adotada pelo julgador; v) invoca precedente ou enunciado de súmula, sem identificar seus fundamentos determinantes, nem demonstrar que o caso sob julgamento se ajusta àqueles fundamentos; e, vi) deixa de seguir enunciado de súmula, jurisprudência ou precedente invocado pela parte, sem demonstrar a existência de distinção no caso em julgamento ou a superação do entendimento. Sobreleva notar que o inciso IV do art. 489 do Código de Processo Civil de 2015 impõe a necessidade de enfrentamento, pelo julgador, dos argumentos que possuam aptidão, em tese, para infirmar a fundamentação do julgado embargado. Esposando tal entendimento, precedente desta Corte: PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. ACÓRDÃO EMBARGADO QUE NÃO EXAMINOU O MÉRITO DA CONTROVÉRSIA EM VIRTUDE DA INCIDÊNCIA À ESPÉCIE DA SÚMULA N. 7 DESTA CORTE. DECISÃO DE INADMISSIBILIDADE DOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA CONFIRMADA NO JULGAMENTO DO AGRAVO INTERNO. SÚMULA N. 315/STJ. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ALEGAÇÕES DE VÍCIOS NO ACÓRDÃO EMBARGADO. VÍCIOS INEXISTENTES. I - Os embargos não merecem acolhimento. Se o recurso é inapto ao conhecimento, a falta de exame da matéria de fundo impossibilita a própria existência de omissão quanto a esta matéria. Nesse sentido: EDcl nos EDcl no AgInt no RE nos EDcl no AgInt no REsp 1.337.262/RJ, relator Ministro Humberto Martins, Corte Especial, julgado em 21/3/2018, DJe 5/4/2018; EDcl no AgRg no AREsp 174.304/PR, relator Ministro Napoleão Nunes Maia Filho, Primeira Turma, julgado em 10/4/2018, DJe 23/4/2018; EDcl no AgInt no REsp 1.487.963/RS, relator Ministro Og Fernandes, Segunda Turma, julgado em 24/10/2017, DJe 7/11/2017. II - Segundo o art. 1.022 do Código de Processo Civil de 2015, os embargos de declaração são cabíveis para esclarecer obscuridade; eliminar contradição; suprir omissão de ponto ou questão sobre as quais o juiz devia pronunciar-se de ofício ou a requerimento; e/ou corrigir erro material. III - Conforme entendimento pacífico desta Corte: "O julgador não está obrigado a responder a todas as questões suscitadas pelas partes, quando já tenha encontrado motivo suficiente para proferir a decisão. A prescrição trazida pelo art. 489 do CPC/2015 veio confirmar a jurisprudência já sedimentada pelo Colendo Superior Tribunal de Justiça, sendo dever do julgador apenas enfrentar as questões capazes de infirmar a conclusão adotada na decisão recorrida." (EDcl no MS 21.315/DF, relatora Ministra Diva Malerbi (desembargadora Convocada TRF 3ª Região), Primeira Seção, julgado em 8/6/2016, DJe 15/6/2016). IV - O acórdão é claro e sem obscuridades quanto aos vícios indicados pela parte embargante, conforme se confere dos seguintes trechos: Mediante análise dos autos, verifica-se que o acórdão embargado concluiu pela impossibilidade de se analisar o mérito do recurso especial em razão da incidência, no ponto, da Súmula n. 7/STJ. Tal situação impede, por si só, o conhecimento desta via de impugnação, pois não se admite a interposição de embargos de divergência na hipótese de não ter sido analisado o mérito do recurso especial, a teor da Súmula n. 315 desta Corte Superior: "Não cabem embargos de divergência no âmbito do agravo de instrumento que não admite recurso especial." V - Nesse mesmo sentido trago à colação julgado desta Corte Especial: AgInt nos EREsp n. 1.960.526/SP, relatora Ministra Maria Isabel Gallotti, Corte Especial, julgado em 7/3/2023, DJe de 13/3/2023. VI - A contradição que vicia o julgado de nulidade é a interna, em que se constata uma inadequação lógica entre a fundamentação posta e a conclusão adotada, o que, a toda evidência, não retrata a hipótese dos autos. Nesse sentido: E Dcl no AgInt no RMS 51.806/ES, relator Ministro Sérgio Kukina, Primeira Turma, julgado em 16/5/2017, DJe 22/5/2017; EDcl no REsp 1.532.943/MT, relator Ministro Marco Aurélio Bellizze, Terceira Turma, julgado em 18/5/2017, DJe 2/6/2017. VII - Embargos de declaração rejeitados. (EDcl no AgInt nos EAREsp n. 1.991.078/SP, relator Ministro Francisco Falcão, Corte Especial, julgado em 9/5/2023, DJe de 12/5/2023 - destaque meu ). In casu, o Recorrente sustenta a existência de omissão no julgado, porquanto não haveria manifestação sobre a inaplicabilidade ao caso do Tema n. 1.142/STF, bem como fora silente quanto aos pedidos sucessivos. Entretanto, ao prolatar o acórdão recorrido, o tribunal de origem, de forma clara e fundamentada, expôs as razões pelas quais aplicou ao caso concreto o que fora estabelecido no Tema 1.142/STF, nos seguintes termos (fls. 323/324e): .. , ao julgar o mérito do RE 1.309.081, com reafirmação da jurisprudência, o Colendo STF assim decidiu em sede de repercussão geral da matéria, conforme se verifica do acórdão publicado no DJE de 18/06/2021: .. Com efeito, sob o Tema 1142 foi firmada a seguinte tese: "Os honorários advocatícios constituem crédito único e indivisível, de modo que o fracionamento da execução de honorários advocatícios sucumbenciais fixados em ação coletiva contra a Fazenda Pública, proporcionalmente às execuções individuais de cada beneficiário, viola o § 8º do artigo 100 da Constituição Federal." E, ainda, o Plenário do Surpemo Tribunal Federal decidiu, por maioria, na sessão de 05/09/2022, não modular os efeitos, como se extrai do voto majoritário: .. Em sendo assim, correta a sentença ao aplicar o estabelecido no Tema 1.142, no qual reafirmada a jurisprudência dominante do Colendo Surpemo Tribunal Federal. .. Ademais, o Tema 1.142/STF trata da impossibilidade de fracionamento da execução, versando, portanto, sobre norma de direito processual, de forma que a sua aplicação deve ser imediata no tocante aos processos em andamento, não importando para tanto a data de ajuizamento do feito. Esta Corte já decidiu no mesmo sentido, estabelecendo que os honorários sucumbenciais de ação coletiva, fixados sobre o valor da condenação, constituem crédito uno e indivisível, devendo ser executado em autos apartados das execuções individuais. .. Por fim, o apelante não logrou êxito em demonstrar a afirmação segundo a qual houve acordo entre as partes para que a execução da ação coletiva nº 2002.71.00.017431-3 fosse feita de forma individualizada. O termo de audiência indicado pelo recorrente (evento 1, TIT_EXEC_JUD7, fl. 100) nada dispõe em tal sentido, não comprovando a alegação segundo a qual há pacto firmado entre as partes e chancelado pelo Poder Judiciário determinando a individualização das execuções de sentença, inclusive quanto aos honorários advocatícios sucumbenciais. Desta forma, em se tratando de questão já pacificada pelo Colendo Supremo Tribunal Federal, no sentido da impossibilidade de execução fracionada dos honorários advocatícios de sucumbência fixados em ação coletiva, deve ser mantida a decisão recorrida. E, por ocasião dos julgamento dos Embargos de Declaração, o colegiado local, quanto aos pedidos sucessivos, consignou que (fl. 377e): Seja como for, sinale-se que não condiz com os fundamentos do voto a alegação segundo a qual se os honorários fossem requisitados por precatório, haveria esvaziamento da preocupação com o Tema 1.142/STF. Isso porque, como já exaustivamente esclarecido no voto mérito desta 3ª Turma, a matéria resolvida no Tema 1.142 pelo STF não diz respeito meramente à forma da expedição de requisição (se RPV ou precatório) e, sim, sobre a impossibilidade de fracionar-se a execução de honorários advocatícios fixados em ação coletiva. Portanto, tem-se que o pedido sucessivo formulado - expedição de precatório nestes autos - não está adequado ao que restou firmado no mencionado Tema 1.142 e tampouco ao que foi definido no voto mérito deste recurso - manutenção da sentença que indeferiu a petição inicial da execução e julgou extingo o processo sem resolução do mérito. Logo, depreende-se da leitura dos acórdãos que a controvérsia foi examinada de forma satisfatória, mediante apreciação da disciplina normativa e cotejo ao firme posicionamento jurisprudencial aplicável ao caso. O procedimento encontra amparo em reiteradas decisões no âmbito desta Corte Superior, de cujo teor merece destaque a rejeição dos embargos declaratórios uma vez ausentes os vícios do art. 1.022 do Código de Processo Civil de 2015 (v.g. Corte Especial, EDcl no AgInt nos EAREsp n. 1.990.124/MG, Rel. Min. Ricardo Villas Bôas Cueva, DJe de 14.8.2023; 1ª Turma, EDcl no AgInt nos EDcl nos EDcl nos EDcl no REsp n. 1.745.723/RJ, Rel. Min. Sérgio Kukina, DJe de 7.6.2023; e 2ª Turma, EDcl no AgInt no AREsp n. 2.124.543/RJ, Rel. Min. Assusete Magalhães, DJe de 23.5.2023). Dessa forma, não verifico omissão acerca de questão essencial ao deslinde da controvérsia e oportunamente suscitada, tampouco de outro vício a impor a revisão do julgado. - Da questão de fundo Consoante depreende-se do julgado, o acórdão impugnado possui como fundamento matéria eminentemente constitucional, porquanto o deslinde da controvérsia deu-se à luz da interpretação e aplicação do art. 100 da Constituição da República e do Tema 1.142/STF. O recurso especial possui fundamentação vinculada, destinando-se a garantir a autoridade da lei federal e a sua aplicação uniforme, não constituindo, portanto, instrumento processual destinado a examinar a questão constitucional, sob pena de usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal, conforme dispõe o art. 102, III, da Carta Magna. Nesse sentido, confiram-se: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. ATUALIZAÇÃO DO CRÉDITO. MATÉRIA DECIDIDA PELO TRIBUNAL DE ORIGEM SOB O ENFOQUE EMINENTEMENTE CONSTITUCIONAL. COMPETÊNCIA DO STF. ADEQUAÇÃO DOS CÁLCULOS. REVISÃO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 7/STJ. 1. Tendo o recurso sido interposto contra decisão publicada na vigência do Código de Processo Civil de 2015, devem ser exigidos os requisitos de admissibilidade na forma nele previsto, conforme Enunciado Administrativo n. 3/2016/STJ. 2. O acórdão impugnado possui como fundamento matéria eminentemente constitucional, porquanto o deslinde da controvérsia acerca da atualização do crédito foi feito com base no artigo 3º da EC n. 113. Ocorre que o recurso especial possui fundamentação vinculada, destinando-se a garantir a autoridade da lei federal e a sua aplicação uniforme, não constituindo instrumento processual destinado a examinar a questão constitucional, sob pena de usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal, conforme o art. 102, III, da Carta Magna. 3. Análise dos cálculos realizada com base no conteúdo fático probatório dos autos, tendo a Corte de Origem assentado total acerto, mantendo o valor apresentado pela Contadoria Judicial - COJUN, por estar em conformidade com os dispositivos legais que regem a matéria. A revisão de tais conclusões demandaria o reexame do conteúdo fático probatório dos autos. Incidência da Súmula 7/STJ. 4. Agravo interno não provido. (AgInt no REsp n. 2.155.280/TO, relator Ministro Benedito Gonçalves, Primeira Turma, julgado em 18/11/2024, DJe de 26/11/2024.) PROCESSUAL CIVIL. MATÉRIA DECIDIDA PELO TRIBUNAL DE ORIGEM SOB O ENFOQUE EMINENTEMENTE CONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE. 1. Na hipótese concreta, não se mostra viável o conhecimento do Recurso Especial, sendo inaplicáveis os precedentes do STJ a respeito do tema. O acórdão hostilizado não solucionou a lide com base na exegese da legislação federal, mas sim na sua compatibilidade com a Constituição Federal de 1988. Com efeito, a Corte de origem consignou que, conforme entendimento fixado no STF no julgamento do RE 237.965, o art. 1º da Lei 5.724/1971 seria inconstitucional. 2. O Recurso Especial possui fundamentação vinculada, destinando-se a garantir a autoridade da lei federal e a sua aplicação uniforme. Não é, portanto, instrumento processual destinado a examinar a questão constitucional, sob pena de usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal, segundo dispõe o art. 102, III, da Carta Magna. 3. Agravo Interno não provido. (AgInt no AREsp n. 1.739.782/SP, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 10/5/2021, DJe de 1/7/2021.) Prejudicados, por conseguinte, os demais requerimentos. - Dos honorários recursais Por fim, nos termos do art. 85, §§ 11 e 3º, majoro os honorários advocatícios anteriormente fixados em 10% (dez por cento - fl. 356e) para o total de 12% (doze por cento) sobre o valor atualizado da causa. - Dispositivo Posto isso, com fundamento nos arts. 932, III e IV, do Código de Processo Civil de 2015 e 34, XVIII, a e b, e 255, I e II, do RISTJ, CONHEÇO EM PARTE do Recurso Especial, e, nessa extensão, NEGO-LHE PROVIMENTO. Publique-se e intimem-se. EMENTA