AREsp 1907022 - ACORDAO
Negou-se provimento ao agravo interno porque o agravante não impugnou de maneira adequada os fundamentos do acórdão recorrido; o art. 34 do CTN, isoladamente, não contém comando normativo suficiente para reformar o julgado; o acórdão aplicou corretamente os arts. 32 e 34 do CTN, arts. 26 e 27 §8º da Lei 9.514/97 e arts. 1.367 e 1.368-B do CC para concluir que o fiduciante com animus domini é responsável pelo IPTU, e que o credor fiduciário só passa a responder pelos tributos quando se consolidar a propriedade e este for imitido na posse, justificando a aplicação das Súmulas 284 e 283 do STF.
- Parties
- Agravante; Exequente: MUNICÍPIO DE SÃO PAULO; Agravado; Credor Fiduciário: ITAÚ UNIBANCO S/A; Fiduciante; Adquirente: Carla Mazin Pegaia Gonzalez
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 15 December 2021
- Procedural Posture
- Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial / Decisão Colegiada (primeira Turma) Agravo Interno Negado
- Outcome
- Agravo interno não provido; negar provimento ao recurso
- Legal Topics
- Execução Fiscal, IPTU, Alienação Fiduciária, Legitimidade Passiva Ad Causam, Súmulas 284/283 STF
Case Brief
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Parties
MUNICÍPIO DE SÃO PAULO
Agravante; Exequente
ITAÚ UNIBANCO S/A
Agravado; Credor Fiduciário
Carla Mazin Pegaia Gonzalez
Fiduciante; Adquirente
Procedural Posture
Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial / Decisão Colegiada (primeira Turma) Agravo Interno Negado
Legal Issues
- 1 Legitimidade passiva ad causam do credor fiduciário em execução fiscal de IPTU
- 2 Aplicabilidade do art. 34 do CTN como fundamento isolado para reforma de acórdão
- 3 Responsabilidade pelo IPTU na alienação fiduciária e momento em que o credor fiduciário responde pelos tributos
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao agravo interno porque o agravante não impugnou de maneira adequada os fundamentos do acórdão recorrido; o art. 34 do CTN, isoladamente, não contém comando normativo suficiente para reformar o julgado; o acórdão aplicou corretamente os arts. 32 e 34 do CTN, arts. 26 e 27 §8º da Lei 9.514/97 e arts. 1.367 e 1.368-B do CC para concluir que o fiduciante com animus domini é responsável pelo IPTU, e que o credor fiduciário só passa a responder pelos tributos quando se consolidar a propriedade e este for imitido na posse, justificando a aplicação das Súmulas 284 e 283 do STF.
Court Disposition
Agravo interno não provido; negar provimento ao recurso
Orders
- Negar provimento ao agravo interno
Full Case Text
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