REsp 2230268 - DECISAO
O Superior Tribunal de Justiça entendeu que o registro do distrato na Junta Comercial, por si só, não é suficiente para comprovar a regular e completa extinção da pessoa jurídica, porquanto a liquidação com realização do ativo e pagamento do passivo são etapas necessárias; assim, a execução fiscal deve prosseguir para possibilitar, se for o caso, o redirecionamento aos sócios, assegurado o contraditório e ampla defesa, cabendo oportunamente a verificação da regularidade da dissolução e a distribuição do ônus probatório conforme a jurisprudência do STJ.
- Parties
- Recorrente: ESTADO DE SÃO PAULO; Recorrente: LUIS MANOEL PINTO; Executada: Aeris do Brasil Apoio Administrativo Ltda.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 05 September 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial (agravo) — Execução Fiscal / Julgamento Pelo Superior Tribunal De Justiça: Provimento Do Recurso Especial Para Determinar O Prosseguimento Da Execução Fiscal; Recurso Do Ex Sócio Julgado Prejudicado
- Outcome
- Recurso especial do Estado de São Paulo provido para determinar o prosseguimento da execução fiscal; recurso especial de LUIS MANOEL PINTO julgado prejudicado.
- Legal Topics
- Execução Fiscal, Ilegitimidade Passiva, Dissolução De Sociedade, Distrato Social, Liquidação Da Sociedade (realização Do Ativo E Pagamento Do Passivo), Responsabilidade Tributária Do Sócio, Redirecionamento Da Execução Fiscal, Ônus Da Prova, Prescrição
Case Brief
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Parties
ESTADO DE SÃO PAULO
Recorrente
LUIS MANOEL PINTO
Recorrente
Aeris do Brasil Apoio Administrativo Ltda.
Executada
Procedural Posture
Recurso Especial (agravo) — Execução Fiscal / Julgamento Pelo Superior Tribunal De Justiça: Provimento Do Recurso Especial Para Determinar O Prosseguimento Da Execução Fiscal; Recurso Do Ex Sócio Julgado Prejudicado
Legal Issues
- 1 Se o distrato social registrado na Junta Comercial basta para excluir a responsabilidade dos sócios e para declarar a inexistência da pessoa jurídica à época da constituição do crédito
- 2 Se a execução fiscal deve ser extinta por ilegitimidade passiva quando a pessoa jurídica foi dissolvida antes da constituição do crédito
- 3 Qual o ônus da prova para o redirecionamento da execução fiscal ao sócio-gerente
Ratio Decidendi
O Superior Tribunal de Justiça entendeu que o registro do distrato na Junta Comercial, por si só, não é suficiente para comprovar a regular e completa extinção da pessoa jurídica, porquanto a liquidação com realização do ativo e pagamento do passivo são etapas necessárias; assim, a execução fiscal deve prosseguir para possibilitar, se for o caso, o redirecionamento aos sócios, assegurado o contraditório e ampla defesa, cabendo oportunamente a verificação da regularidade da dissolução e a distribuição do ônus probatório conforme a jurisprudência do STJ.
Court Disposition
Recurso especial do Estado de São Paulo provido para determinar o prosseguimento da execução fiscal; recurso especial de LUIS MANOEL PINTO julgado prejudicado.
Orders
- Determino o prosseguimento da execução fiscal
- Julgo prejudicado o recurso especial interposto por LUIS MANOEL PINTO
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