HC 920080 - DECISAO
A execução provisória da pena imposta pelo Tribunal do Júri não pode ser determinada de forma automática com base apenas na condenação; a decretação da prisão antes do trânsito em julgado exige decisão individualizada que demonstre a presença dos requisitos do art. 312 do CPP e fatos contemporâneos que justifiquem a custódia; inexistindo tais fundamentos, a execução provisória é ilegal e o paciente tem direito de aguardar em liberdade até o trânsito em julgado, salvo se por outro motivo estiver preso ou surgir motivo concreto para prisão.
- Parties
- Paciente: Walker Marcelino Gouveia Lopes; Impetrado: Tribunal de Justiça de Minas Gerais; Órgão Ministerial: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 29 July 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão: Ordem Concedida E Liminar Confirmada Para Permitir Aguardar Em Liberdade Até Trânsito Em Julgado
- Outcome
- Ordem concedida. Liminar confirmada. Permitido que o paciente aguarde em liberdade até o trânsito em julgado da condenação, salvo se por outro motivo estiver preso ou se houver motivo concreto para decretação da prisão.
- Legal Topics
- Execução Provisória Da Pena, Presunção De Inocência, Prisão Preventiva, Tribunal Do Júri
Case Brief
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Parties
Walker Marcelino Gouveia Lopes
Paciente
Tribunal de Justiça de Minas Gerais
Impetrado
Ministério Público Federal
Órgão Ministerial
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão: Ordem Concedida E Liminar Confirmada Para Permitir Aguardar Em Liberdade Até Trânsito Em Julgado
Legal Issues
- 1 Ilegalidade da execução provisória da pena com base apenas na condenação pelo Tribunal do Júri (art. 492, I, e, do CPP)
- 2 Necessidade de demonstração dos requisitos do art. 312 do CPP para decretação da custódia cautelar
- 3 Direito de recorrer em liberdade até o trânsito em julgado salvo motivos concretos contemporâneos que justifiquem a prisão preventiva
Ratio Decidendi
A execução provisória da pena imposta pelo Tribunal do Júri não pode ser determinada de forma automática com base apenas na condenação; a decretação da prisão antes do trânsito em julgado exige decisão individualizada que demonstre a presença dos requisitos do art. 312 do CPP e fatos contemporâneos que justifiquem a custódia; inexistindo tais fundamentos, a execução provisória é ilegal e o paciente tem direito de aguardar em liberdade até o trânsito em julgado, salvo se por outro motivo estiver preso ou surgir motivo concreto para prisão.
Court Disposition
Ordem concedida. Liminar confirmada. Permitido que o paciente aguarde em liberdade até o trânsito em julgado da condenação, salvo se por outro motivo estiver preso ou se houver motivo concreto para decretação da prisão.
Orders
- Permitir que o paciente aguarde em liberdade o trânsito em julgado da condenação, salvo se por outro motivo estiver preso e ressalvada a possibilidade de decretação de prisão caso surja motivo concreto
- Intime-se o Ministério Público estadual
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