REsp 1923930 - DECISAO
Não conheço do recurso especial com fundamento no art. 932, III do CPC/2015, em razão de supressão de instância (Súmula 282/STF) e considerando que não houve retratação formal anterior à publicação da portaria de exoneração, além da interrupção de doze anos na prestação do serviço, conforme decidido pelo Tribunal de...
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- Parties
- Recorrente: Luiz Eduardo Ramos Jube
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 14 May 2021
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Não Conhecido (decisão De Não Conhecimento)
- Outcome
- Recurso especial não conhecido.
- Legal Topics
- Exoneração a Pedido, Retratação Administrativa, Reintegração Em Cargo Público, Súmula 282/stf, Art. 932, III Do Cpc/2015
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Summary, issues, holding and outcome
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Parties
Luiz Eduardo Ramos Jube
Recorrente
Procedural Posture
Recurso Especial / Não Conhecido (decisão De Não Conhecimento)
Legal Issues
- 1 Eficácia da retratação administrativa quanto à exoneração a pedido
- 2 Relevância da ausência de requerimento formal de retratação
- 3 Supressão de instância e impossibilidade de conhecimento do recurso especial (Súmula 282/STF)
Ratio Decidendi
Não conheço do recurso especial com fundamento no art. 932, III do CPC/2015, em razão de supressão de instância (Súmula 282/STF) e considerando que não houve retratação formal anterior à publicação da portaria de exoneração, além da interrupção de doze anos na prestação do serviço, conforme decidido pelo Tribunal de origem.
Court Disposition
Recurso especial não conhecido.
Orders
- Não conheço do recurso especial com fulcro no art. 932, III, do CPC/2015.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Vistos, etc. Trata-se de recurso especial interposto por Luiz Eduardo Ramos Jube, com fulcro na alínea "a"do permissivo constitucional, contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Tocantins - TJTO assim ementado (e-STJ, fl. 96): APELAÇÃO. AÇÃO DE REINTEGRAÇÃO EM CARGO PÚBLICO. DEFENSOR PÚBLICO ESTADUAL. EXONERAÇÃO A PEDIDO. RETRATAÇÃO ANTES DA PUBLICAÇÃO DA PORTARIA DE EXONERAÇÃO. INOCORRÊNCIA. AUSÊNCIA DE REQUERIMENTO. INTERRUPÇÃO NA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO POR DOZE ANOS. SENTENÇA DE IMPROCEDÊNCIA MANTIDA. 1.1 A exoneração a pedido do servidor importa no rompimento definitivo do vínculo jurídico entre o servidor e a Administração Pública, e, publicada a portaria de exoneração, a situação jurídica constituída a partir de então não mais comporta alteração sob o fundamento de arrependimento, contudo, o Superior Tribunal de Justiça tem admitido a reintegração, nos casos em que há pedido de retratação antes da publicação da Portaria de exoneração, ou seja, se o servidor por algum motivo, se arrepender e fizer requerimento administrativo antes da publicação do ato de exoneração, ele poderá retornar ao status quo, todavia, não é o caso dos autos, por ausência de pedido formal, nos termos do artigo 6º,da Lei no 9.784, de 1999. 1.2 A retratação, para tornar ineficaz o ato de exoneração, é necessária que seja manifestada quando o servidor ainda se encontra em pleno exercício, isto é, sem ter havido interrupção na prestação do serviço, na espécie, o autor requereu a exoneração do cargo, em 20/10/1995, e após o transcurso de doze anos, por intermédio do processo administrativo de revisão, protocolado em 10/6/2008, busca retornar ao cargo, não se prestando a via judicial a tutelar posterior arrependimento de uma manifestação de vontade ausente de qualquer vício de consentimento. Embargos de declaração rejeitados.Em suas razões, o recorrente sustenta violação dos arts. 141 e 492 do CPC/2015, ao argumento de que o acórdão combatido tratou de tema não suscitado pelas partes, aduzindo que, "ao compulsar os autos, Vossa Excelência verificará que, em momento algum, suscitou o Recorrido acerca de eventual inexistência do documento que demonstra a retratação do pedido de exoneração. Com a devida vênia, trata-se de argumento novo, não suscitado pelo Recorrido." (e-STJ, fl. 168). Com contrarrazões. É o relatório. A irresignação não comporta conhecimento. Dos autos, constata-se que não houve juízo de valor por parte da Corte de origem a respeito tanto dos dispositivos legais indicados quanto da tese vinculada, de forma que o exame da pretensão caracterizada indevida supressão de instância, esbarrando no óbice contido na Súmula 282/STF. Frise-se que a questão (tema e respectivos dispositivos) não foi suscitada nos embargos de declaração opostos na origem. Ante o exposto, com fulcro no art. 932, III, do CPC/2015, não conheço do recurso especial. Publique-se. Intimem-se.