REsp 2230366 - ACORDAO
O Tribunal decidiu que a autorização de permanência no imóvel homologada em divórcio tem caráter meramente possessório e não impede, em caráter de coisa julgada material, a propositura de ação de extinção de condomínio com fundamento nos arts. 1.320 e 1.322 do Código Civil; enquanto o consentimento perdurar não cabe cobrança retroativa de aluguéis, mas, uma vez extinto o condomínio, incide obrigação de contraprestação a partir da sentença para evitar enriquecimento sem causa; por isso deu parcial provimento ao recurso para restabelecer a sentença de primeiro grau no que autorizou a extinção do condomínio e a alienação judicial do bem, respeitado o direito de preferência da recorrida.
- Parties
- Recorrente: Marco Antônio Simões; Recorrida: Luciana Ramos Costa
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 19 December 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Julgamento (acórdão)
- Outcome
- Conhecer do recurso e dar-lhe parcial provimento
- Legal Topics
- Extinção De Condomínio, Alienação Judicial De Bem Indivisível, Coisa Julgada, Fixação De Aluguel, Enriquecimento Sem Causa
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
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Parties
Marco Antônio Simões
Recorrente
Luciana Ramos Costa
Recorrida
Procedural Posture
Recurso Especial / Julgamento (acórdão)
Legal Issues
- 1 Se a sentença de divórcio que autoriza a permanência de um dos ex-cônjuges no imóvel comum impede, em caráter de coisa julgada material, a posterior ação de extinção de condomínio e alienação judicial do bem (art. 1.320 CC)
- 2 Se é possível cobrança retroativa de aluguel quando a permanência do ex-cônjuge foi consentida no divórcio sem prazo ou contraprestação
- 3 Qual é o marco temporal em que surge a obrigação de pagar contraprestação pelo uso exclusivo do imóvel para evitar enriquecimento sem causa
Ratio Decidendi
O Tribunal decidiu que a autorização de permanência no imóvel homologada em divórcio tem caráter meramente possessório e não impede, em caráter de coisa julgada material, a propositura de ação de extinção de condomínio com fundamento nos arts. 1.320 e 1.322 do Código Civil; enquanto o consentimento perdurar não cabe cobrança retroativa de aluguéis, mas, uma vez extinto o condomínio, incide obrigação de contraprestação a partir da sentença para evitar enriquecimento sem causa; por isso deu parcial provimento ao recurso para restabelecer a sentença de primeiro grau no que autorizou a extinção do condomínio e a alienação judicial do bem, respeitado o direito de preferência da recorrida.
Court Disposition
Conhecer do recurso e dar-lhe parcial provimento
Orders
- Dar provimento parcial ao recurso especial para restabelecer a sentença de fls. 391 a 407 no que se refere à possibilidade de extinção do condomínio
- Determinar a alienação judicial do bem indivisível, respeitado o direito de preferência da recorrida
Full Case Text
Judgment text and source record
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