MS 28047 - DECISAO

MS 28047 - DECISAO

A liminar foi indeferida porque a impetrante não comprovou que ato omissivo ou comissivo do Ministro de Estado da Educação tenha violado direito líquido e certo, sendo os atos concretos relativos ao FIES de competência do FNDE e de seus gestores; por ausência de legitimidade passiva do Ministro, afasta-se a competência originária do STJ para apreciar o mandado de segurança contra aquela autoridade, nos termos da jurisprudência citada.

Parties
Impetrante: THAIS ROMÃO DA ROCHA; Autoridade Coatora: Ministro de Estado da Educação; Autoridade Coatora: Presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação - FNDE; Autoridade Coatora: Presidente do BANCO DO BRASIL S. A.
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
04 October 2021
Procedural Posture
Mandado De Segurança / Decisão Liminar: Liminar Indeferida Contra O Ministro Da Educação; Autos Restituídos Ao Juízo Da 20ª Vara Federal Da Seção Judiciária Do Distrito Federal
Outcome
Indeferido liminarmente o mandado de segurança impetrado contra o Ministro de Estado da Educação, sem julgamento do mérito, nos termos do artigo 34, XIX, do RI/STJ; autos restituídos ao Juízo da 20ª Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal para prosseguimento em relação às demais autoridades apontadas.
Legal Topics
FIES, Carência, Legitimidade Passiva, Competência, Prerrogativa De Foro, Mandado De Segurança

Case Brief

Summary, issues, holding and outcome

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Parties

THAIS ROMÃO DA ROCHA

Impetrante

Ministro de Estado da Educação

Autoridade Coatora

Presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação - FNDE

Autoridade Coatora

Presidente do BANCO DO BRASIL S. A.

Autoridade Coatora

Procedural Posture

Mandado De Segurança / Decisão Liminar: Liminar Indeferida Contra O Ministro Da Educação; Autos Restituídos Ao Juízo Da 20ª Vara Federal Da Seção Judiciária Do Distrito Federal

  1. 1 Se o Ministro de Estado da Educação possui legitimidade passiva para figurar no polo passivo do mandado de segurança
  2. 2 Se cabe suspender as cobranças do financiamento estudantil (FIES) e estender o período de carência com base no art. 6ºB, § 3º, da Lei n.º 10.260/01 até o término da residência médica
  3. 3 Se o Superior Tribunal de Justiça é competente para processar e julgar mandado de segurança quando o ato alegadamente coator seria de competência de agente executor ou do FNDE

Ratio Decidendi

A liminar foi indeferida porque a impetrante não comprovou que ato omissivo ou comissivo do Ministro de Estado da Educação tenha violado direito líquido e certo, sendo os atos concretos relativos ao FIES de competência do FNDE e de seus gestores; por ausência de legitimidade passiva do Ministro, afasta-se a competência originária do STJ para apreciar o mandado de segurança contra aquela autoridade, nos termos da jurisprudência citada.

Court Disposition

Indeferido liminarmente o mandado de segurança impetrado contra o Ministro de Estado da Educação, sem julgamento do mérito, nos termos do artigo 34, XIX, do RI/STJ; autos restituídos ao Juízo da 20ª Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal para prosseguimento em relação às demais autoridades apontadas.

Orders

  • Indeferido liminarmente o mandado de segurança impetrado contra o Ministro de Estado da Educação, sem julgamento do mérito, nos termos do artigo 34, XIX, do RI/STJ.
  • Restituam-se os autos ao Juízo da 20ª Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal a fim de que prossiga no exame do writ impetrado contra as demais autoridades apontadas como coatoras.