AREsp 2433245 - DECISAO
O agravo foi rejeitado porque a controvérsia incide sobre valores cobrados pela instituição diretamente do estudante, não envolvendo delegação do serviço público educacional nem regras internas de operacionalização do FIES que possam ser opostas ao aluno; a instituição aderiu voluntariamente ao FIES e aceitou o pagamento do Governo, de modo que eventuais limitações ou desentendimentos com o FNDE não podem ser repassados ao estudante; além disso, para contratos firmados antes de 2017 aplica-se o art. 1º da Portaria nº 4/2017/MEC, de modo que diferenças decorrentes do teto não podem ser cobradas do aluno; por fim, o reexame do acervo fático está vedado pelas Súmulas n. 5 e 7 do STJ.
- Parties
- Autora: autora; Ré: ré; Agravante: parte agravante; Terceiro Citado Como Necessário: União; Terceiro Citado Como Necessário: Caixa Econômica Federal; Terceiro Citado Como Necessário: Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação - FNDE
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 19 February 2024
- Procedural Posture
- Agravo Contra Decisão Que Negou Seguimento a Recurso Especial / Decisão Em Agravo
- Outcome
- Nego provimento ao agravo em recurso especial
- Legal Topics
- FIES, Contratos Educacionais, Inexigibilidade De Débito, Litisconsórcio Passivo Necessário, Competência Judicial, Súmula 7 Do STJ
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
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Parties
autora
Autora
ré
Ré
parte agravante
Agravante
União
Terceiro Citado Como Necessário
Caixa Econômica Federal
Terceiro Citado Como Necessário
Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação - FNDE
Terceiro Citado Como Necessário
Procedural Posture
Agravo Contra Decisão Que Negou Seguimento a Recurso Especial / Decisão Em Agravo
Legal Issues
- 1 necessidade de formação de litisconsórcio passivo com a União, CEF e FNDE
- 2 competência da Justiça Estadual para discutir cobrança feita pela instituição de ensino ao aluno
- 3 possibilidade de cobrança de diferença em contratos FIES celebrados antes de 2017
Ratio Decidendi
O agravo foi rejeitado porque a controvérsia incide sobre valores cobrados pela instituição diretamente do estudante, não envolvendo delegação do serviço público educacional nem regras internas de operacionalização do FIES que possam ser opostas ao aluno; a instituição aderiu voluntariamente ao FIES e aceitou o pagamento do Governo, de modo que eventuais limitações ou desentendimentos com o FNDE não podem ser repassados ao estudante; além disso, para contratos firmados antes de 2017 aplica-se o art. 1º da Portaria nº 4/2017/MEC, de modo que diferenças decorrentes do teto não podem ser cobradas do aluno; por fim, o reexame do acervo fático está vedado pelas Súmulas n. 5 e 7 do STJ.
Court Disposition
Nego provimento ao agravo em recurso especial
Orders
- Nego provimento ao agravo em recurso especial
- Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/15, majoro em 10% a quantia já arbitrada a título de honorários em favor da parte recorrida
Full Case Text
Judgment text and source record
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