REsp 2150074 - DECISAO
O recurso especial foi conhecido em parte e negado provimento: o acórdão de origem não padece dos vícios apontados, a interpretação e aplicação das portarias envolvem análise normativa e fática não passível de reexame em Recurso Especial (Súmulas 5 e 7/STJ) e a Portaria Normativa MEC nº 7/2013, ao condicionar o pedido ao período anterior à amortização, não incorre em ilegalidade; além disso, a Sétima Turma interpreta os 18 meses de carência à luz do calendário letivo (três semestres), e, no caso concreto, verificou-se o preenchimento dos requisitos para suspensão da cobrança durante a residência médica, justificando a manutenção da sentença.
- Parties
- Autor: Autor; Réu: Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação - FNDE; Réu: Banco do Brasil S.A.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 02 August 2024
- Procedural Posture
- Ação De Procedimento Comum / Ação De Prorrogação De Carência De Financiamento Estudantil (fies) / Recurso Especial Julgamento (conhecido Em Parte E Negado Provimento)
- Outcome
- Recurso especial conhecido em parte e negado provimento.
- Legal Topics
- FIES, Carência, Residência Médica, Legitimidade Passiva, Interpretação De Portaria, Honorários De Sucumbência
Case Brief
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Parties
Autor
Autor
Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação - FNDE
Réu
Banco do Brasil S.A.
Réu
Procedural Posture
Ação De Procedimento Comum / Ação De Prorrogação De Carência De Financiamento Estudantil (fies) / Recurso Especial Julgamento (conhecido Em Parte E Negado Provimento)
Legal Issues
- 1 Possibilidade de prorrogação do período de carência do FIES durante residência médica
- 2 Legalidade da exigência do art. 6º, §1º da Portaria Normativa MEC nº 7/2013 que condiciona o pedido à fase anterior à amortização
- 3 Legitimidade do FNDE e do Banco do Brasil para figurar no polo passivo
Ratio Decidendi
O recurso especial foi conhecido em parte e negado provimento: o acórdão de origem não padece dos vícios apontados, a interpretação e aplicação das portarias envolvem análise normativa e fática não passível de reexame em Recurso Especial (Súmulas 5 e 7/STJ) e a Portaria Normativa MEC nº 7/2013, ao condicionar o pedido ao período anterior à amortização, não incorre em ilegalidade; além disso, a Sétima Turma interpreta os 18 meses de carência à luz do calendário letivo (três semestres), e, no caso concreto, verificou-se o preenchimento dos requisitos para suspensão da cobrança durante a residência médica, justificando a manutenção da sentença.
Court Disposition
Recurso especial conhecido em parte e negado provimento.
Orders
- Manter a sentença que determinou a suspensão da cobrança das parcelas do FIES enquanto durar o Programa de Residência Médica do autor.
- Majorar os honorários advocatícios em 1% (um por cento) do montante fixado pelo juiz da causa, nos termos do art. 85, §11, do CPC/2015, observado os limites dos §§ 2º e 3º do art. 85 do CPC/2015.
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