REsp 2134900 - DECISAO

REsp 2134900 - DECISAO

A Portaria MEC 535/2020 e as regras estabelecidas pela Resolução 35/2019 não podem retroagir para impor exigência mais gravosa a contratos do FIES firmados antes de sua vigência (contrato firmado pela autora em 12/03/2020), devendo a transferência do financiamento ocorrer sob as normas vigentes à época do contrato; Ademais, não se verificou omissão ao abrigo do art. 1.022 do CPC no acórdão recorrido; por fim, Recurso Especial não é via adequada para atacar, de forma isolada, atos administrativos secundários quando não vinculados a dispositivo de lei federal.

Parties
Recorrente: Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação; Co Recorrente: Caixa Econômica Federal; Recorrida: autora
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
14 August 2024
Procedural Posture
Recurso Especial / Decisão No Superior Tribunal De Justiça (conhecimento Parcial E Negativa De Provimento)
Outcome
Recurso Especial conhecido parcialmente e negado provimento
Legal Topics
FIES, Transferência De Financiamento Estudantil, Aplicação Temporal De Normas Administrativas, Ilegitimidade Passiva, Embargos De Declaração, Admissibilidade De Recurso Especial

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Parties

Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação

Recorrente

Caixa Econômica Federal

Co Recorrente

autora

Recorrida

Procedural Posture

Recurso Especial / Decisão No Superior Tribunal De Justiça (conhecimento Parcial E Negativa De Provimento)

  1. 1 Aplicabilidade da Portaria MEC 535/2020 a contrato firmado antes de sua vigência
  2. 2 Possibilidade de transferência do financiamento do FIES entre cursos e instituições
  3. 3 Ilegitimidade passiva do FNDE

Ratio Decidendi

A Portaria MEC 535/2020 e as regras estabelecidas pela Resolução 35/2019 não podem retroagir para impor exigência mais gravosa a contratos do FIES firmados antes de sua vigência (contrato firmado pela autora em 12/03/2020), devendo a transferência do financiamento ocorrer sob as normas vigentes à época do contrato; Ademais, não se verificou omissão ao abrigo do art. 1.022 do CPC no acórdão recorrido; por fim, Recurso Especial não é via adequada para atacar, de forma isolada, atos administrativos secundários quando não vinculados a dispositivo de lei federal.

Court Disposition

Recurso Especial conhecido parcialmente e negado provimento

Orders

  • Negar provimento ao Recurso Especial
  • Condenar a parte recorrente ao pagamento de honorários advocatícios correspondentes a 10% sobre o valor total da verba sucumbencial fixada nas instâncias ordinárias, nos termos do §11 do art. 85 do CPC/2015