REsp 2213024 - DECISAO

REsp 2213024 - DECISAO

Conheceu-se parcialmente do recurso especial e negou-se provimento porque a priorização de estudantes que não concluíram o ensino superior encontra-se prevista no §6º do art.1º da Lei nº 10.260/2001; o Ministério da Educação tem competência regulamentar para estabelecer regras de seleção do FIES (art.3º), e a fixação de critérios seletivos diante da finitude de recursos públicos, ancorada nos princípios da isonomia e da razoabilidade, insere-se no campo da discricionariedade administrativa, sujeita ao controle judicial apenas quanto à legalidade, não sendo passível de reexame fático-probatório na via especial.

Parties
Recorrente: EDMILTON FRANCISCO DA SILVA FILHO; Recorrido: Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação - FNDE; Recorrido: União; Recorrido: Caixa Econômica Federal - CEF; Recorrido: Universidade Federal de Santa Maria - UNIFSM
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
29 May 2025
Procedural Posture
Recurso Especial / Decisão Do Superior Tribunal De Justiça (conhecimento Parcial E Negação De Provimento)
Outcome
Conheço parcialmente do recurso especial e nego-lhe provimento
Legal Topics
FIES, Financiamento Estudantil, Priorização De Estudantes Não Graduados, Competência Regulamentar Do MEC, Discricionariedade Administrativa, Controle Jurisdicional, Honorários Advocatícios

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Parties

EDMILTON FRANCISCO DA SILVA FILHO

Recorrente

Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação - FNDE

Recorrido

União

Recorrido

Caixa Econômica Federal - CEF

Recorrido

Universidade Federal de Santa Maria - UNIFSM

Recorrido

Procedural Posture

Recurso Especial / Decisão Do Superior Tribunal De Justiça (conhecimento Parcial E Negação De Provimento)

  1. 1 Ilegitimidade da restrição de acesso ao FIES a candidatos já graduados
  2. 2 Competência do Ministério da Educação para regulamentar critérios de seleção do FIES
  3. 3 Supremacia da norma legal (Lei 10.260/2001) que prioriza não graduados

Ratio Decidendi

Conheceu-se parcialmente do recurso especial e negou-se provimento porque a priorização de estudantes que não concluíram o ensino superior encontra-se prevista no §6º do art.1º da Lei nº 10.260/2001; o Ministério da Educação tem competência regulamentar para estabelecer regras de seleção do FIES (art.3º), e a fixação de critérios seletivos diante da finitude de recursos públicos, ancorada nos princípios da isonomia e da razoabilidade, insere-se no campo da discricionariedade administrativa, sujeita ao controle judicial apenas quanto à legalidade, não sendo passível de reexame fático-probatório na via especial.

Court Disposition

Conheço parcialmente do recurso especial e nego-lhe provimento

Orders

  • Majoro em 10% o valor já arbitrado a título de honorários sucumbenciais, em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015
  • Publíque-se e intime-se