AREsp 1931491 - DECISAO
Por se tratar de exploração de terminal portuário de uso privativo, o deslocamento contínuo da fiscalização aduaneira ao sítio justifica o ressarcimento das despesas de deslocamento destinado ao FUNDAF nos termos do art.22 do Decreto-Lei nº 1.455/1976; o Tribunal de origem fundamentou adequadamente essa conclusão e a jurisprudência do STJ reconhece a legalidade do ressarcimento em tais hipóteses; questões constitucionais e relativas ao art.97 do CTN não podem ser examinadas pelo STJ por serem matéria do STF; assim, o agravo é conhecido, o recurso especial é conhecido parcialmente e, nessa extensão, negado provimento, com majoração de honorários sucumbenciais em 10% nos termos do art.85,...
- Parties
- Recorrente: BARRA DO RIO TERMINAL PORTUARIO S.A
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 03 September 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Admissibilidade E Mérito (julgado)
- Outcome
- Agravo conhecido; recurso especial conhecido parcialmente e, nessa extensão, negado provimento; majorados os honorários sucumbenciais em 10% em desfavor da recorrente.
- Legal Topics
- FUNDAF, Taxa Vs Tarifa, Poder De Polícia, Instalação Portuária De Uso Privativo, Ressarcimento De Despesas De Fiscalização Aduaneira, Legalidade, Instrução Normativa
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
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Parties
BARRA DO RIO TERMINAL PORTUARIO S.A
Recorrente
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Admissibilidade E Mérito (julgado)
Legal Issues
- 1 Natureza jurídica do recolhimento ao FUNDAF (taxa versus tarifa)
- 2 Necessidade de instituição por lei (princípio da legalidade)
- 3 Fato gerador: exercício do poder de polícia versus ressarcimento de custos de deslocamento da fiscalização
Ratio Decidendi
Por se tratar de exploração de terminal portuário de uso privativo, o deslocamento contínuo da fiscalização aduaneira ao sítio justifica o ressarcimento das despesas de deslocamento destinado ao FUNDAF nos termos do art.22 do Decreto-Lei nº 1.455/1976; o Tribunal de origem fundamentou adequadamente essa conclusão e a jurisprudência do STJ reconhece a legalidade do ressarcimento em tais hipóteses; questões constitucionais e relativas ao art.97 do CTN não podem ser examinadas pelo STJ por serem matéria do STF; assim, o agravo é conhecido, o recurso especial é conhecido parcialmente e, nessa extensão, negado provimento, com majoração de honorários sucumbenciais em 10% nos termos do art.85,...
Court Disposition
Agravo conhecido; recurso especial conhecido parcialmente e, nessa extensão, negado provimento; majorados os honorários sucumbenciais em 10% em desfavor da recorrente.
Orders
- Conheço do agravo para conhecer parcialmente do recurso especial e, nessa extensão, a ele negar provimento.
- Majoro em 10% (dez por cento), em desfavor da parte recorrente, o valor de honorários sucumbenciais já arbitrado, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados, se aplicáveis, os limites percentuais previstos no § 2º desse dispositivo, bem como os termos do art. 98, § 3º, do mesmo diploma legal.
Full Case Text
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