AREsp 1804948 - ACORDAO
Negou-se provimento ao agravo interno porque o Tribunal de origem motivou adequadamente sua decisão (não houve omissão), os recorrentes não demonstraram, com precisão, violação ao art. 371 do CPC (aplicando-se por analogia a Súmula 284/STF), a litispendência pode caracterizar-se pela identidade jurídica e, por fim,...
Source-derived case information.
- Parties
- Agravante: SPERAFICO AGROINDUSTRIAL - Em Recuperação Judicial e Outros
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 09 May 2025
- Procedural Posture
- Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial / Julgamento Colegiado (sessão Virtual De 29/04/2025 a 05/05/2025)
- Outcome
- Agravo interno não provido
- Legal Topics
- Falha Na Prestação Jurisdicional, Fundamentação Deficiente, Litispendência, Repetição De Pretensão Anterior, Impedimento Ao Reexame De Fatos E Provas (súmula 7/stj)
Source-derived case record
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
SPERAFICO AGROINDUSTRIAL - Em Recuperação Judicial e Outros
Agravante
Procedural Posture
Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial / Julgamento Colegiado (sessão Virtual De 29/04/2025 a 05/05/2025)
Legal Issues
- 1 Existiu negativa de prestação jurisdicional/omissão?
- 2 Houve violação do artigo 1.022 do CPC?
- 3 Houve violação do artigo 371 do CPC (apreciação das provas)?
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao agravo interno porque o Tribunal de origem motivou adequadamente sua decisão (não houve omissão), os recorrentes não demonstraram, com precisão, violação ao art. 371 do CPC (aplicando-se por analogia a Súmula 284/STF), a litispendência pode caracterizar-se pela identidade jurídica e, por fim, eventual reforma que reconhecesse ausência de identidade ou ausência de repetição da pretensão anterior exigiria reexame do conjunto fático-probatório, vedado na via especial pela Súmula 7/STJ.
Court Disposition
Agravo interno não provido
Orders
- Negar provimento ao agravo interno
Full Case Text
Judgment text and source record
2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da TERCEIRA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 29/04/2025 a 05/05/2025, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Nancy Andrighi, Humberto Martins, Moura Ribeiro e Daniela Teixeira votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Humberto Martins. EMENTA AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL CIVIL. FALHA NA PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. AUSÊNCIA. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. SÚMULA Nº 284/STF. LITISPENDÊNCIA JURÍDICA. SÚMULA Nº 568. REPETIÇÃO. PRETENSÃO ANTERIOR. REEXAME. SÚMULA Nº 7/STJ. 1. Não viola o artigo 1.022 do Código de Processo Civil nem importa deficiência na prestação jurisdicional o acórdão que adota, para a resolução da causa, fundamentação suficiente, porém diversa da pretendida pelo recorrente, para decidir de modo integral a controvérsia posta. 2. É inadmissível o recurso especial quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia. Súmula nº 284/STF, aplicada por analogia. 3. O entendimento da Corte de origem, no sentido de que a litispendência transcende a tríplice identidade, ou seja, de que basta a identidade jurídica, está de acordo com a jurisprudência desta Corte. 4. Rever as conclusões do Tribunal de origem no sentido de que houve repetição da pretensão anterior, já buscada em incidente não especificado e em ação indenizatória demandaria revisão de fatos e provas, o que atrai a incidência da Súmula nº 7/STJ. 5. Agravo interno não provido.
RELATÓRIO Cuida-se de agravo interno interposto por SPERAFICO AGROINDUSTRIAL - Em Recuperação Judicial e Outros contra decisão que conheceu do agravo para conhecer em parte do seu recurso especial e, nessa extensão, negar-lhe provimento em vista dos seguintes fundamentos: (i) não houve falha na prestação jurisdicional; (ii) no que respeita ao artigo 371 do CPC, os recorrentes não apontam as razões pelas quais estaria violado, o que atrai a incidência da Súmula nº 284/STF; (iii) em relação à litispendência, o entendimento da Corte de origem, no sentido de que a litispendência transcende a tríplice identidade, encontra ressonância na jurisprudência desta Corte; (iv) rever a conclusão do Tribunal de origem no sentido de que os recorrentes repetem pretensão anterior, já buscada em incidente não especificado e em ação indenizatória esbarra na censura da Súmula nº 7/STJ. Os recorrentes afirmam que o Tribunal de origem violou o artigo 1.022 do CPC. Aduzem, ainda, que em relação ao artigo 371 do Código de Processo Civil, foram demonstrados os pontos relevantes que deram ensejo a sua vulneração. Argumentam, ainda, com a desnecessidade de reexame do conjunto fático-probatório para a análise do recurso, na medida em que é fato público e notório que a litispendência exige a tríplice identidade e que os presentes embargos de terceiro não reproduzem a ação indenizatória, pois não há identidade entre 2 (dois) do requisitos, sendo diferentes a causa de pedir e o pedido. Cita julgados em abono a sua tese. Considera ser dever do STJ determinar a consequência normativa que deve aplicar, ainda que tenha de fazer subsunção fática. Requer a reconsideração da decisão agravada ou sua submissão ao Colegiado. Não foi apresentada impugnação (e-STJ fls. 934/935). É o relatório. EMENTA AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL CIVIL. FALHA NA PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. AUSÊNCIA. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. SÚMULA Nº 284/STF. LITISPENDÊNCIA JURÍDICA. SÚMULA Nº 568. REPETIÇÃO. PRETENSÃO ANTERIOR. REEXAME. SÚMULA Nº 7/STJ. 1. Não viola o artigo 1.022 do Código de Processo Civil nem importa deficiência na prestação jurisdicional o acórdão que adota, para a resolução da causa, fundamentação suficiente, porém diversa da pretendida pelo recorrente, para decidir de modo integral a controvérsia posta. 2. É inadmissível o recurso especial quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia. Súmula nº 284/STF, aplicada por analogia. 3. O entendimento da Corte de origem, no sentido de que a litispendência transcende a tríplice identidade, ou seja, de que basta a identidade jurídica, está de acordo com a jurisprudência desta Corte. 4. Rever as conclusões do Tribunal de origem no sentido de que houve repetição da pretensão anterior, já buscada em incidente não especificado e em ação indenizatória demandaria revisão de fatos e provas, o que atrai a incidência da Súmula nº 7/STJ. 5. Agravo interno não provido. VOTO A irresignação não merece acolhida. No tocante à negativa de prestação jurisdicional, verifica-se que o Tribunal de origem motivou adequadamente sua decisão, solucionando a controvérsia com a aplicação do direito que entendeu cabível à hipótese. Conforme esclarecido na decisão agravada, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo manifestou-se expressamente acerca dos requisitos necessários para a configuração da litispendência, conforme se verifica do seguinte trecho do acórdão: "Naquela lide temos as mesmas partes e, como causa de pedir as benfeitorias não indenizadas, a permanência dos apelantes no imóvel até o efetivo pagamento pelas benfeitorias. Além do pedido de condenação da apelada ao pagamento de indenização pelas benfeitorias, bem como o direito de retenção e a permanência no imóvel até o pagamento dessas benfeitorias. Já nestes autos há identidade de partes, causa de pedir alterando-se apenas a questão da suspensão da hasta pública, matéria esta que poderia ser discutida nos próprios autos da ação principal, qual seja a indenizatória. Ora, a caracterização da litispendência transcende a teoria da tríplice identidade e, objetiva evitar dois processos instaurados com o mesmo resultado prático, impedindo o desperdício de energia processual desnecessária e sem qualquer utilidade" (e-STJ fl. 816 - grifou-se). Não há falar, portanto, em existência de omissão apenas pelo fato de o julgado recorrido ter decidido em sentido contrário à pretensão da parte. A esse respeito, os seguintes precedentes: "PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO NO RECURSO ESPECIAL. APELAÇÃO. AÇÃO DECLARATÓRIA DE FALSIDADE DE DOCUMENTO. CHEQUE. COISA JULGADA. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INOCORRÊNCIA. ACÓRDÃO SUFICIENTEMENTE FUNDAMENTADO. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO. SIMPLES TRANSCRIÇÃO DE EMENTA. CERCEAMENTO DE DEFESA. AUSÊNCIA DE EXPRESSA INDICAÇÃO DE ARTIGO DE LEI VIOLADO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 284 DO STF. AGRAVO NÃO PROVIDO. 1. Não há falar em omissão quando a decisão está clara e suficientemente fundamentada, resolvendo integralmente a controvérsia. O julgador não está obrigado a rebater, um a um, os argumentos trazidos pelas partes, quando encontrar motivação satisfatória para dirimir o litígio sobre os pontos essenciais da controvérsia em exame. 2. A mera transcrição de ementas e excertos, desprovida da realização do necessário cotejo analítico entre os arestos confrontados, mostra-se insuficiente para comprovar a divergência jurisprudencial ensejadora da abertura da via especial com esteio na alínea c do permissivo constitucional. Incidência da Súmula n. 284 do STF. 3. A falta de indicação, de forma clara e precisa, dos dispositivos legais que teriam sido eventualmente violados ou a que se teria dado interpretação divergente faz incidir à hipótese, em relação a quaisquer das alíneas do permissivo constitucional, a teor da Súmula n. 284 doSTF, por analogia: "É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia." 4 . Agravo desprovido. (AREsp nº 2.801.613/GO, relator Ministro Moura Ribeiro, Terceira Turma, julgado em 24/3/2025, DJEN de 27/3/2025 - grifou-se) AGRAVO INTERNO NO AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL - AUTOS DE AGRAVO DE INSTRUMENTO NA ORIGEM - DECISÃO MONOCRÁTICA QUE, AO RECONSIDERAR A DECISÃO QUE APLICOU A SÚMULA 182 DO STJ, NEGOU PROVIMENTO AO RECLAMO ANTE A APLICAÇÃO, NA HIPÓTESE, DAS SÚMULAS 07 E 83 DO STJ. 1. Afasta-se a alegação de negativa de prestação jurisdicional, porquanto houve o enfrentamento e a resposta de que não ocorreram as omissões alegadas; e, ainda, não se deve confundir decisão contrária aos interesses da parte com vício de fundamentação. 2. Para derruir a tese lançada pelo Tribunal local acerca da exigência de litisconsórcio passivo necessário, seria indispensável, nos termos em que a controvérsia foi posta, o exame de fatos, bem como a análise do contrato de cessão de crédito entre as partes em suposto conluio, providência vedada nesta esfera recursal pelos enunciados 5 e 7 da Súmula desta Casa. 3. Nos termos da jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça: "o litisconsórcio necessário encontra sua razão de ser na natureza da relação jurídica de direito material deduzida em juízo, que implica produção dos efeitos da decisão de mérito de forma direta na esfera jurídica de todos os integrantes dessa relação" (AgInt no AREsp n. 935.811/SE, relator Ministro Raul Araújo, Quarta Turma, julgado em 20/11/2023, DJe de 23/11/2023). Aplicação da Súmula 83 do STJ. 4. Agravo interno desprovido. (AgInt no AgInt no AREsp nº 2.619.628/PR, relator Ministro Marco Buzzi, Quarta Turma, julgado em 24/3/2025, DJEN de 27/3/2025 - grifou-se) No que respeita ao artigo 371 do CPC, que trata da apreciação das provas pelo juiz, os recorrentes não apontam em suas razões o motivo pelo qual entendem que estaria violado, incidindo, no ponto, por analogia, a Súmula nº 284/STF: "É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia". Em relação à litispendência, o entendimento da Corte de origem, no sentido de que a litispendência transcende a tríplice identidade, ou seja, de que basta a identidade jurídica, encontra ressonância na jurisprudência desta Corte. Confiram-se: "AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO ESPECIAL. OFENSA AO ART. 1.022 DO CPC. NÃO VERIFICAÇÃO. FUNDAMENTOS SUFICIENTES NÃO IMPUGNADOS. DEFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO RECURSAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA N. 283 DO STF. RAZÕES DE DECIDIR. NÃO IMPUGNAÇÃO. SÚMULA N. 284 DO STF. LITISPENDÊNCIA. CARACTERIZADA. IDENTIDADE JURÍDICA, AINDA QUE O POLO PASSIVO SEJA CONSTITUÍDO DE PESSOAS DISTINTAS. CONSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO STJ. SÚMULA N. 83 DO STJ. INCIDÊNCIA. DECISÃO MANTIDA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. Inexiste ofensa ao art. 1.022 do CPC quando o tribunal de origem aprecia, com clareza e objetividade e de forma motivada, as questões que delimitam a controvérsia, ainda que não acolha a tese da parte insurgente. 2. O recurso especial que não ataca especificamente o fundamento adotado pela instância ordinária suficiente para manter o acórdão recorrido atrai, por analogia, a incidência da Súmula n. 283 do STF. 3. A ausência de impugnação dos fundamentos do acórdão recorrido e a apresentação de razões dissociadas do decidido acarreta a incidência da Súmula n. 284 do STF. 4. Não se conhece de recurso especial quando o acórdão recorrido encontra-se em consonância com a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (Súmula n. 83 do STJ). 5. Agravo interno desprovido". (AgInt nos EDcl no REsp nº 1.962.611/DF, relator Ministro João Otávio de Noronha, Quarta Turma, julgado em 7/10/2024, DJe de 9/10/2024 - grifou-se) "PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. LITISPENDÊNCIA. IDENTIDADE JURÍDICA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 7/STJ. RECURSO IMPROVIDO. 1. No caso em análise, o Tribunal de origem reconheceu a ocorrência de litispendência em relação a alguns dos autores, por haver processos pendentes que detêm o mesmo objeto jurídico, apesar de possuírem parcial diferença em relação ao polo passivo. 2. A posição firmada no acórdão recorrido está em consonância com a jurisprudência desta Corte de que o fenômeno da litispendência se caracteriza quando há identidade jurídica, ou seja, quando as ações intentadas objetivam, ao final, o mesmo resultado, ainda que o polo passivo seja constituído de pessoas distintas. Precedentes. 3. Nesse sentido, para se verificar a existência de litispendência, seria necessário o cotejo entre as demandas, a fim de se analisar a identidade jurídica entre elas, o que é vedado na via especial, em face do óbice da Súmula n. 7/STJ. 4. Agravo interno a que se nega provimento". (AgInt no AREsp nº 1.851.059/SP, relator Ministro Og Fernandes, Segunda Turma, julgado em 22/3/2022, DJe de 7/4/2022 - grifou-se) "AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. REINTEGRAÇÃO EM CARGO PÚBLICO. LITISPENDÊNCIA ENTRE AÇÃO MANDAMENTAL E AÇÃO ORDINÁRIA. TRÍPLICE IDENTIDADE. CONFIGURAÇÃO. REEXAME DE MATÉRIA FÁTICA. SÚMULA 7/STJ. PRECEDENTES DO STJ. 1. É excepcionalmente possível a ocorrência de litispendência ou coisa julgada entre Mandado de Segurança e Ação Ordinária, entendendo-se que tal fenômeno se caracteriza, quando há identidade jurídica, ou seja, quando as ações intentadas objetivam, ao final, o mesmo resultado, ainda que o polo passivo seja constituído de pessoas distintas; no pedido mandamental, a autoridade administrativa, e na ação ordinária a própria entidade de Direito Público" (AgRg no REsp 1.339.178/SP, Rel. Ministro Napoleão Nunes Maia Filho, PRIMEIRA TURMA, DJe 7/3/2013). Precedentes. 2. In casu, para afastar a premissa adotada pela Corte de origem, segundo a qual no mandado de segurança afirmou-se a legalidade do ato administrativo, decisão que impede a renovação pretendida pelo apelante, seria indispensável novo exame do acervo fático-probatório constante dos autos, providência que encontra óbice na Súmula 7/STJ. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento". (AgRg no AREsp nº 702.892/SP, relator Ministro Sérgio Kukina, Primeira Turma, julgado em 15/3/2016, D Je de 29/3/2016 - grifou-se) Cumpre assinalar que na hipótese dos autos o Tribunal de origem entendeu que os recorrentes repetem pretensão anterior, já buscada em incidente não especificado e em ação indenizatória: "(..) A possibilidade de leilão dos imóveis em que se encontram as benfeitorias ora discutidas já fora devida e exaustivamente discutida no incidente não especificado n.º 1007168- 62.2002.8.26.0100. Decidiu-se, naqueles autos, com respaldo no art. 120 do Decreto Lei nº 7.661/45, não existir qualquer óbice na realização do leilão dos imóveis, ainda que neles haja eventuais benfeitorias objeto de direito de retenção por terceiro, ficando resguardado o direito de indenização a qual, por sua vez, está sendo discutida nos autos da ação ordinária. No mais, não se tratam estes embargos de incidente fundado em causa de pedir ou circunstâncias diversas da ação ordinária, mas simplesmente reiteração do pedido. Vê-se que as provas requeridas pelos embargantes às fls. 755 são, inclusive, as mesmas pleiteadas e em andamento na ação ordinária, em especial a prova pericial para fim de identificar e indicar as benfeitorias no imóvel arrendado. Assim, de rigor reconhecer a preclusão quanto ao pedido de inviabilidade do direito de retenção, uma vez que matéria preclusa e decidida nos autos principais, e a litispendência quanto ao pedido indenizatório, porquanto há em curso ação ordinária a fim de apurar eventual indenização pelas benfeitorias realizadas (autos n.º 1119611- 33.2014.8.26.0100)" (grifou-se). Nesse contexto, para acolher a tese dos recorrentes, de que não haveria identidade entre as ações, seria necessária a incursão no conjunto fático-probatório dos autos e não a simples revaloração dos fatos descritos no acórdão, esbarrando o conhecimento do recurso na censura da Súmula nº 7/STJ. Ante o exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto.