AREsp 2964443 - DECISAO
Negou-se provimento ao agravo porque não restou demonstrada a fraude à execução: não houve registro da penhora sobre o bem alienado nem prova robusta de má-fé do adquirente; comprovou-se que a embargante exercia posse e atos de proprietário long before da execução, tornando presumível sua boa-fé; o reexame das questões fáticas seria vedado em recurso especial (Súmula 7/STJ) e houve ausência de impugnação específica e de prequestionamento quanto a pontos essenciais do acórdão recorrido, impedindo o conhecimento de parte das insurgências.
- Parties
- Exequente: Olga Maria Brandão Peres; Executada: Sandra Maria Pimentel Ladeira; Executada: Dalila Maria Brandão Costa; Vendedora: Comércio e Indústria São Domingos Ltda.-ME; Embargante/recorrente: Ana Carla Alvarenga Pimentel
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 15 October 2025
- Procedural Posture
- Agravo Nos Próprios Autos / Decisão Sobre Admissibilidade De Recurso Especial/inadmissão De Recurso Especial
- Outcome
- Negou provimento ao agravo em recurso especial.
- Legal Topics
- Fraude À Execução, Embargos De Terceiro, Coisa Julgada, Posse E Propriedade, Prequestionamento, Honorários Advocatícios, Súmula 7/stj
Case Brief
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Parties
Olga Maria Brandão Peres
Exequente
Sandra Maria Pimentel Ladeira
Executada
Dalila Maria Brandão Costa
Executada
Comércio e Indústria São Domingos Ltda.-ME
Vendedora
Ana Carla Alvarenga Pimentel
Embargante/recorrente
Procedural Posture
Agravo Nos Próprios Autos / Decisão Sobre Admissibilidade De Recurso Especial/inadmissão De Recurso Especial
Legal Issues
- 1 Requisitos para configuração de fraude à execução (registro da penhora ou prova de má-fé do terceiro adquirente)
- 2 Presunção de boa-fé do terceiro adquirente e ônus da prova da má-fé
- 3 Vedação ao reexame de matéria fático-probatória em recurso especial (Súmula 7/STJ)
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao agravo porque não restou demonstrada a fraude à execução: não houve registro da penhora sobre o bem alienado nem prova robusta de má-fé do adquirente; comprovou-se que a embargante exercia posse e atos de proprietário long before da execução, tornando presumível sua boa-fé; o reexame das questões fáticas seria vedado em recurso especial (Súmula 7/STJ) e houve ausência de impugnação específica e de prequestionamento quanto a pontos essenciais do acórdão recorrido, impedindo o conhecimento de parte das insurgências.
Court Disposition
Negou provimento ao agravo em recurso especial.
Orders
- Nego provimento ao agravo em recurso especial.
- Majorar em 20% o valor atualizado dos honorários advocatícios arbitrados na origem, nos termos do art. 85, §11, do CPC, observando-se os limites dos §§2º e 3º do referido dispositivo.
Full Case Text
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