REsp 2241924 - DECISAO
Conhecido parcialmente o recurso especial, o Relator manteve o entendimento de que, à luz do art. 185 do CTN (LC 118/2005) e do entendimento consolidado no REsp 1.141.990 (Tema 290), a alienação do imóvel realizada após a decisão que redirecionou a execução fiscal e posterior à inscrição em dívida ativa configura fraude à execução fiscal independentemente da boa-fé do adquirente; o parcelamento celebrado e rescindido logo após a alienação reforça a ocorrência da fraude; não se verificaram omissão ou nulidade que justifiquem reforma do acórdão recorrido, e as intimações por PJe foram registradas nos autos.
- Parties
- Recorrente: TANIA CRISTINA DA COSTA BEZERRA; Recorrida: FAZENDA NACIONAL
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 17 November 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Conhecido Parcialmente E Negado Provimento (decisão Do Relator)
- Outcome
- Conheço parcialmente do Recurso Especial e, nessa extensão, nego-lhe provimento.
- Legal Topics
- Fraude À Execução Fiscal, Embargos De Terceiro, Redirecionamento Da Execução, Presunção De Fraude (art. 185 Do Ctn), Parcelamento Do Débito, Honorários Advocatícios
Case Brief
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Parties
TANIA CRISTINA DA COSTA BEZERRA
Recorrente
FAZENDA NACIONAL
Recorrida
Procedural Posture
Recurso Especial / Conhecido Parcialmente E Negado Provimento (decisão Do Relator)
Legal Issues
- 1 Se a alienação de bem após inscrição em dívida ativa e após decisão que redirecionou a execução configura fraude à execução fiscal independentemente da boa-fé do adquirente
- 2 Aplicabilidade do art. 185 do CTN na redação dada pela LC 118/2005 e entendimento consolidado no REsp 1.141.990 (Tema 290)
- 3 Efeito do parcelamento e de sua rescisão sobre a presunção de fraude
Ratio Decidendi
Conhecido parcialmente o recurso especial, o Relator manteve o entendimento de que, à luz do art. 185 do CTN (LC 118/2005) e do entendimento consolidado no REsp 1.141.990 (Tema 290), a alienação do imóvel realizada após a decisão que redirecionou a execução fiscal e posterior à inscrição em dívida ativa configura fraude à execução fiscal independentemente da boa-fé do adquirente; o parcelamento celebrado e rescindido logo após a alienação reforça a ocorrência da fraude; não se verificaram omissão ou nulidade que justifiquem reforma do acórdão recorrido, e as intimações por PJe foram registradas nos autos.
Court Disposition
Conheço parcialmente do Recurso Especial e, nessa extensão, nego-lhe provimento.
Orders
- Publique-se e intimem-se.
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