AREsp 2430794 - DECISAO
Havendo no acórdão recorrido fundamentação considerada suficiente à luz do Tema n. 339 do STF e tratando-se de matéria que demandaria reexame de prova e fato (Súmula 7 do STJ), impõe-se a negativa de seguimento ao recurso extraordinário, com fundamento no art. 1.030, I, a, do CPC.
Source-derived case information.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 12 June 2024
- Procedural Posture
- Recurso Extraordinário / Negado Seguimento
- Outcome
- Nego seguimento ao recurso extraordinário
- Legal Topics
- Fundamentação Das Decisões Judiciais, Repercussão Geral (tema N. 339 Do Stf), Súmula N. 7 Do STJ, Desconsideração Da Personalidade Jurídica, Admissibilidade De Recurso Extraordinário, Negativa De Seguimento
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Procedural Posture
Recurso Extraordinário / Negado Seguimento
Legal Issues
- 1 Adequação da fundamentação do acórdão nos termos do art. 93, IX, da Constituição Federal
- 2 Aplicabilidade da Súmula n. 7 do STJ quanto à vedação ao reexame do conjunto fático-probatório
- 3 Admissibilidade do recurso extraordinário e cabimento de seu seguimento
Ratio Decidendi
Havendo no acórdão recorrido fundamentação considerada suficiente à luz do Tema n. 339 do STF e tratando-se de matéria que demandaria reexame de prova e fato (Súmula 7 do STJ), impõe-se a negativa de seguimento ao recurso extraordinário, com fundamento no art. 1.030, I, a, do CPC.
Court Disposition
Nego seguimento ao recurso extraordinário
Orders
- Nego seguimento ao recurso extraordinário, com amparo no art. 1.030, I, a, do CPC.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça assim ementado: CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. DECISÃO DA PRESIDÊNCIA DO STJ. DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA. REVISÃO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA N. 7 DO STJ. DECISÃO MANTIDA. 1. O recurso especial não comporta o exame de questões que impliquem revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, a teor do que dispõe a Súmula n. 7 do STJ. 2. No caso concreto, o Tribunal de origem analisou a prova dos autos para concluir pelo não preenchimento dos requisitos exigidos para acolher o pedido de desconsideração da personalidade jurídica. Alterar tal conclusão é inviável em recurso especial. 3. Agravo interno a que se nega provimento. Os emb argos de declaração opostos na sequência foram rejeitados. A parte recorrente alega a existência de repercussão geral da matéria debatida e de contrariedade, no acórdão impugnado, ao art. 93, IX, da Constituição Federal. Nesse sentido, argumenta que (fls. 452-453): .. o Superior Tribunal de Justiça não enfrentou, mesmo após a oposição de Embargos de Declaração, os argumentos que evidenciavam a competência para superar o óbice imposto pela Súmula nº 07/STJ eram claros, uma vez que não existiam circunstâncias fáticas além das já delineadas pelo acórdão recorrido. Essas circunstâncias eram suficientes para constatar a violação ao artigo 50 do Código Civil, além disso, os argumentos também apontavam a incorreta inadmissão do recurso em relação à alínea "c" do art. 105, III, CF/88, mesmo depois que a ora Recorrente demonstrou a aptidão de tais argumentos para, ao menos em tese, infirmar a conclusão do julgado. Requer, ao final, a admissão do recurso, bem como a remessa dos autos ao Supremo Tribunal Federal. É o relatório. Quanto à questão da adequada fundamentação das decisões judiciais, a Suprema Corte, ao apreciar o Tema n. 339, sob o regime da repercussão geral, firmou a seguinte tese vinculante: O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas. Por isso, para que um acórdão ou decisão seja considerado fundamentado, conforme definido pelo STF, não é necessário que tenham sido apreciadas todas as alegações feitas pelas partes, desde que haja motivação considerada suficiente para a solução da controvérsia. Nesse contexto, a caracterização de ofensa ao art. 93, IX, da CF não está relacionada ao acerto ou desacerto atribuído ao julgado, ainda que a parte recorrente considere sucinta ou incompleta a análise das alegações recursais. No caso dos autos, foram apresentados, de forma satisfatória, os fundamentos da conclusão alcançada no julgado recorrido, que não conheceu do recurso dirigido a este Tribunal Superior, o que inviabiliza o exame pretendido pela parte recorrente, relacionado à correta aplicação de óbices processuais pelo STJ. Portanto, demonstrado que houve prestação jurisdicional compatível com a tese fixada pelo STF no Tema n. 339 sob o regime da repercussão geral, é inviável o prosseguimento do recurso extraordinário, que deve ter o seguimento negado. Ante o exposto, com amparo no art. 1.030, I, a, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário. Anoto que contra decisões que negam seguimento a recurso extraordinário não é cabível agravo em recurso extraordinário (previsto no art. 1.042 do CPC), conforme disposto no § 2º do art. 1.030 do CPC. Publique-se. Intimem-se. EMENTA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. FUNDAMENTAÇÃO DO JULGADO RECORRIDO. SUFICIÊNCIA. TEMA N. 339 DO STF. CONFORMIDADE COM A TESE FIXADA EM REPERCUSSÃO GERAL. ART. 1.030, I, A, DO CPC. NEGATIVA DE SEGUIMENTO.