REsp 2173402 - DECISAO

REsp 2173402 - DECISAO

O Tribunal acolheu que a União pode condicionar repasses aos municípios nos termos do art.160 da CF, aplicou os limites de retenção de 9% e 15% decorrentes da sistemática legislativa e jurisprudencial, e concluiu que o Município não comprovou ter efetuado parcelamento nos termos da Lei 11.196/2005 (art.103-B) exigido para a suspensão das retenções, sendo portanto inaplicável a suspensão ao parcelamento feito nos termos da Lei nº 12.810/2013; por fim, não se reconheceu omissão suficiente a configurar negativa de prestação jurisdicional nem violação de dispositivos do CPC/2015 apontados pela Fazenda Nacional, e houve conhecimento parcial do recurso especial com seu desprovimento.

Parties
Recorrente: FAZENDA NACIONAL; Apelado: Município de Quijingue/BA; Apelada: União
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
04 December 2024
Procedural Posture
Recurso Especial / Decisão No STJ (agravo Interno Conhecido E Recurso Especial Conhecido Parcialmente E Negado Provimento)
Outcome
CONHEÇO do agravo para CONHECER PARCIALMENTE do recurso especial e, nessa extensão, NEGAR-LHE PROVIMENTO.
Legal Topics
Fundo De Participação Dos Municípios FPM, Bloqueio De Valores, Parcelamento De Débitos Previdenciários, Suspensão De Retenção, Honorários Advocatícios, Prequestionamento

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Parties

FAZENDA NACIONAL

Recorrente

Município de Quijingue/BA

Apelado

União

Apelada

Procedural Posture

Recurso Especial / Decisão No STJ (agravo Interno Conhecido E Recurso Especial Conhecido Parcialmente E Negado Provimento)

  1. 1 Aplicabilidade dos limites de retenção de 9% e 15% sobre o FPM
  2. 2 Aplicação da suspensão prevista no art.103-B da Lei 11.196/2005 e requisitos do Decreto nº 7.884/2012 (e Decreto nº 7.844/2012)
  3. 3 Diferença entre parcelamentos regidos pelas Leis nº 11.196/2005 e nº 12.810/2013

Ratio Decidendi

O Tribunal acolheu que a União pode condicionar repasses aos municípios nos termos do art.160 da CF, aplicou os limites de retenção de 9% e 15% decorrentes da sistemática legislativa e jurisprudencial, e concluiu que o Município não comprovou ter efetuado parcelamento nos termos da Lei 11.196/2005 (art.103-B) exigido para a suspensão das retenções, sendo portanto inaplicável a suspensão ao parcelamento feito nos termos da Lei nº 12.810/2013; por fim, não se reconheceu omissão suficiente a configurar negativa de prestação jurisdicional nem violação de dispositivos do CPC/2015 apontados pela Fazenda Nacional, e houve conhecimento parcial do recurso especial com seu desprovimento.

Court Disposition

CONHEÇO do agravo para CONHECER PARCIALMENTE do recurso especial e, nessa extensão, NEGAR-LHE PROVIMENTO.

Orders

  • Conhecer do agravo interposto
  • Conhecer parcialmente do recurso especial