RHC 217637 - ACORDAO
A superveniência do decreto de prisão preventiva supriu eventual nulidade da prisão em flagrante, não havendo ilegalidade flagrante; as nulidades alegadas carecem de prova pré-constituída e demandam dilação probatória, sendo, portanto, impróprias para exame em habeas corpus; e a prisão preventiva está devidamente fundamentada nos autos por elementos concretos (complexidade do esquema criminoso, número de agentes, modus operandi e magnitude dos valores desviados), demonstrando risco de reiteração e necessidade de preservar a ordem pública, tornando inaplicáveis as medidas do art. 319 do CPP; assim, mantém-se a custódia cautelar e nega-se provimento ao agravo regimental.
- Parties
- Agravante: WELLINGTON DE OLIVEIRA SANTOS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 08 September 2025
- Procedural Posture
- Agravo Regimental No Recurso Em Habeas Corpus / Julgamento Em Sessão Virtual Decisão Colegiada (negado Provimento)
- Outcome
- Agravo regimental desprovido (negado provimento)
- Legal Topics
- Furto Qualificado, Prisão Preventiva, Audiência De Custódia, Inovação Fática, Medidas Cautelares, Art. 312 Do CPP, Art. 319 Do CPP, Habeas Corpus
Case Brief
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Parties
WELLINGTON DE OLIVEIRA SANTOS
Agravante
Procedural Posture
Agravo Regimental No Recurso Em Habeas Corpus / Julgamento Em Sessão Virtual Decisão Colegiada (negado Provimento)
Legal Issues
- 1 Se a decretação da prisão preventiva após o encerramento formal da audiência de custódia configura nulidade absoluta
- 2 Se houve inovação fática indevida no acórdão recorrido ao atribuir ao agravante papel de liderança no suposto crime
- 3 Se estão presentes os requisitos do art. 312 do CPP que justifiquem a prisão cautelar
Ratio Decidendi
A superveniência do decreto de prisão preventiva supriu eventual nulidade da prisão em flagrante, não havendo ilegalidade flagrante; as nulidades alegadas carecem de prova pré-constituída e demandam dilação probatória, sendo, portanto, impróprias para exame em habeas corpus; e a prisão preventiva está devidamente fundamentada nos autos por elementos concretos (complexidade do esquema criminoso, número de agentes, modus operandi e magnitude dos valores desviados), demonstrando risco de reiteração e necessidade de preservar a ordem pública, tornando inaplicáveis as medidas do art. 319 do CPP; assim, mantém-se a custódia cautelar e nega-se provimento ao agravo regimental.
Court Disposition
Agravo regimental desprovido (negado provimento)
Orders
- Negar provimento ao agravo regimental
- Manter a prisão preventiva decretada
Full Case Text
Judgment text and source record
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