HC 984607 - ACORDAO
A Turma manteve a decisão que indeferiu a suspensão porque os elementos indicam que os cheques subtraídos eram de propriedade da pessoa jurídica GAP e não do patrimônio pessoal de Moriz; assim, a solução da questão penal não depende do desfecho das ações cíveis sobre união estável, não sendo aplicável o art.92 do CPP; não há flagrante ilegalidade a admitir o habeas corpus ou reformar a decisão agravada.
- Parties
- Agravante / Paciente / Ré: LILIANA DE LIMA GOMES; Ex Companheiro / Vítima (mencionado Na Denúncia): MORIZ NAMUR; Pessoa Jurídica Vítima: GAP Administradora de Bens Imóveis Ltda - ME; Ministério Público: Ministério Público do Estado do Paraná; Emitente Dos Cheques / Terceiro Envolvido No Negócio Jurídico: Vilmar José Alvim
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 26 March 2025
- Procedural Posture
- Agravo Regimental Em Habeas Corpus (criminal) / Julgamento Colegiado Da Turma Decisão Final Negando Provimento Ao Agravo Regimental
- Outcome
- Agravo regimental não provido (negado provimento ao agravo regimental)
- Legal Topics
- Furto Qualificado Pelo Abuso De Confiança, Questão Prejudicial Cível, Suspensão Da Ação Penal, Art. 92 Do CPP, Art. 93 Do CPP
Case Brief
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Parties
LILIANA DE LIMA GOMES
Agravante / Paciente / Ré
MORIZ NAMUR
Ex Companheiro / Vítima (mencionado Na Denúncia)
GAP Administradora de Bens Imóveis Ltda - ME
Pessoa Jurídica Vítima
Ministério Público do Estado do Paraná
Ministério Público
Vilmar José Alvim
Emitente Dos Cheques / Terceiro Envolvido No Negócio Jurídico
Procedural Posture
Agravo Regimental Em Habeas Corpus (criminal) / Julgamento Colegiado Da Turma Decisão Final Negando Provimento Ao Agravo Regimental
Legal Issues
- 1 Se a pendência de ação cível sobre reconhecimento de união estável configura questão prejudicial apta a suspender obrigatoriamente a ação penal nos termos do art.92 do CPP
- 2 Qual é a titularidade dos cheques supostamente subtraídos (patrimônio pessoal de Moriz ou da pessoa jurídica GAP) e se isso influencia a ação penal
Ratio Decidendi
A Turma manteve a decisão que indeferiu a suspensão porque os elementos indicam que os cheques subtraídos eram de propriedade da pessoa jurídica GAP e não do patrimônio pessoal de Moriz; assim, a solução da questão penal não depende do desfecho das ações cíveis sobre união estável, não sendo aplicável o art.92 do CPP; não há flagrante ilegalidade a admitir o habeas corpus ou reformar a decisão agravada.
Court Disposition
Agravo regimental não provido (negado provimento ao agravo regimental)
Orders
- Negar provimento ao agravo regimental
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