HC 861961 - DECISAO
Houve ilegalidade na dosimetria porque o Tribunal de origem utilizou a quantidade e circunstâncias (fundo falso, transporte para terceiros) como fundamento para afastar a minorante do art. 33, § 4º, quando a quantidade e natureza da droga devem integrar a fixação da pena-base nos termos do art. 42 da Lei 11.343/2006; a condição de 'mula' isoladamente não afasta o privilégio. Assim, aplica-se a redução prevista no art. 33, § 4º na fração de 1/6, recalculando-se a pena para 4 anos, 10 meses e 10 dias de reclusão, mantendo-se o regime inicial fechado.
- Parties
- Paciente: ADRIANO CARDOSO NEIVA; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL; Manifestante: MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 04 March 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Do Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus; concedo, contudo, a ordem de ofício para reconhecer a minorante do art. 33, § 4º da Lei 11.343/2006 na fração de 1/6 e recalcular a pena.
- Legal Topics
- Habeas Corpus, Tráfico De Drogas, Dosimetria Da Pena, Tráfico Privilegiado (art. 33, § 4º, Lei 11.343/2006), Regime Inicial De Cumprimento De Pena
Case Brief
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Parties
ADRIANO CARDOSO NEIVA
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL
Autoridade Coatora
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
Manifestante
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Do Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 Aplicação da minorante do art. 33, § 4º da Lei 11.343/2006
- 2 Uso da quantidade e natureza da droga na fixação da pena-base (art. 42 da Lei 11.343/2006)
- 3 Valoração de circunstâncias negativas e utilização de fundo falso como modulador
Ratio Decidendi
Houve ilegalidade na dosimetria porque o Tribunal de origem utilizou a quantidade e circunstâncias (fundo falso, transporte para terceiros) como fundamento para afastar a minorante do art. 33, § 4º, quando a quantidade e natureza da droga devem integrar a fixação da pena-base nos termos do art. 42 da Lei 11.343/2006; a condição de 'mula' isoladamente não afasta o privilégio. Assim, aplica-se a redução prevista no art. 33, § 4º na fração de 1/6, recalculando-se a pena para 4 anos, 10 meses e 10 dias de reclusão, mantendo-se o regime inicial fechado.
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus; concedo, contudo, a ordem de ofício para reconhecer a minorante do art. 33, § 4º da Lei 11.343/2006 na fração de 1/6 e recalcular a pena.
Orders
- Não conheço do presente habeas corpus.
- Concedo a ordem de ofício para aplicação da minorante do art. 33, § 4º da Lei n. 11.343/2006 na fração de 1/6.
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