RHC 192604 - ACORDAO
Negou-se provimento ao agravo porque as diligências preliminares confirmaram a plausibilidade da denúncia anônima, justificando a instauração do PIC; a requisição de RIF ao COAF pelo Ministério Público é admissível sem autorização judicial conforme o entendimento do STF no Tema 990, desde que preservado o sigilo; não houve demonstração de violação ao princípio do Promotor Natural nem de fishing expedition, e a independência entre as esferas cível, penal e administrativa permite a continuidade da investigação criminal mesmo após arquivamento do inquérito civil, não restando demonstrada, de plano, a inexistência de justa causa.
- Parties
- Agravante: TARCÍSIO DOS SANTOS JÚNIOR; Investigada: FAEPESUL; Contratante/parte Envolvida: Município de Rio Claro; Órgão Requisitante/órgão Acusador: Ministério Público; Órgão De Persecução: GAECO - Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado de Piracicaba
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 07 November 2024
- Procedural Posture
- Agravo Regimental (habeas Corpus) / Decisão Colegiada (quinta Turma)
- Outcome
- Agravo regimental desprovido (negação de provimento ao agravo regimental)
- Legal Topics
- Habeas Corpus, Investigação Criminal, Denúncia Anônima, Relatório De Inteligência Financeira (rif), COAF, Princípio Do Promotor Natural, Justa Causa, Quebra De Sigilo Bancário, Fishing Expedition, Independência Entre Esferas Cível, Penal E Administrativa, Tema 990 STF
Case Brief
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Parties
TARCÍSIO DOS SANTOS JÚNIOR
Agravante
FAEPESUL
Investigada
Município de Rio Claro
Contratante/parte Envolvida
Ministério Público
Órgão Requisitante/órgão Acusador
GAECO - Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado de Piracicaba
Órgão De Persecução
Procedural Posture
Agravo Regimental (habeas Corpus) / Decisão Colegiada (quinta Turma)
Legal Issues
- 1 Legalidade da instauração de procedimento investigatório com base em denúncia anônima
- 2 Legalidade da requisição de Relatório de Inteligência Financeira (RIF) ao COAF sem autorização judicial
- 3 Alegada violação ao princípio do Promotor Natural
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao agravo porque as diligências preliminares confirmaram a plausibilidade da denúncia anônima, justificando a instauração do PIC; a requisição de RIF ao COAF pelo Ministério Público é admissível sem autorização judicial conforme o entendimento do STF no Tema 990, desde que preservado o sigilo; não houve demonstração de violação ao princípio do Promotor Natural nem de fishing expedition, e a independência entre as esferas cível, penal e administrativa permite a continuidade da investigação criminal mesmo após arquivamento do inquérito civil, não restando demonstrada, de plano, a inexistência de justa causa.
Court Disposition
Agravo regimental desprovido (negação de provimento ao agravo regimental)
Orders
- Negar provimento ao agravo regimental
- Indeferir os pleitos subsidiários (desentranhamento dos dados do COAF e limitação das investigações)
Full Case Text
Judgment text and source record
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