HC 947934 - DECISAO
Concedeu-se a ordem porque a prisão e a execução provisória da pena foram determinadas sem a demonstração do imprescindível periculum libertatis previsto no art. 312 do CPP, e em face da orientação de que a execução da pena deve, em regra, aguardar o trânsito em julgado (conforme ADCs 43, 44 e 54 do STF), não sendo aplicável aqui a exceção do Tribunal do Júri; assim, o paciente deve aguardar em liberdade até o trânsito em julgado, salvo se o juízo local decretar custódia com fundamentação concreta ou impor medidas cautelares do art. 319 do CPP, caso demonstrada sua necessidade.
- Parties
- Paciente: MARCELO JUNIOR LEMES JOVINO; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO (Apelação Criminal n. 1005845-04.2023.8.11.0003); Autoridade Mencionada Para Requisição De Informações: Desembargador Marcos Machado; Interessado/parecerista: MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 09 April 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Concessão Da Ordem (decisão Do Stj)
- Outcome
- ordem concedida
- Legal Topics
- Habeas Corpus, Execução Provisória Da Pena, Prisão Preventiva, Latrocínio
Case Brief
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Parties
MARCELO JUNIOR LEMES JOVINO
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO (Apelação Criminal n. 1005845-04.2023.8.11.0003)
Autoridade Coatora
Desembargador Marcos Machado
Autoridade Mencionada Para Requisição De Informações
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
Interessado/parecerista
Procedural Posture
Habeas Corpus / Concessão Da Ordem (decisão Do Stj)
Legal Issues
- 1 Possibilidade de execução provisória da pena antes do trânsito em julgado
- 2 Decretação de prisão preventiva sem demonstração do periculum libertatis (art. 312 do CPP)
- 3 Interpretação do art. 283 do CPP em face das ADCs 43, 44 e 54 do STF
Ratio Decidendi
Concedeu-se a ordem porque a prisão e a execução provisória da pena foram determinadas sem a demonstração do imprescindível periculum libertatis previsto no art. 312 do CPP, e em face da orientação de que a execução da pena deve, em regra, aguardar o trânsito em julgado (conforme ADCs 43, 44 e 54 do STF), não sendo aplicável aqui a exceção do Tribunal do Júri; assim, o paciente deve aguardar em liberdade até o trânsito em julgado, salvo se o juízo local decretar custódia com fundamentação concreta ou impor medidas cautelares do art. 319 do CPP, caso demonstrada sua necessidade.
Court Disposition
ordem concedida
Orders
- Paciente autorizado a aguardar em liberdade o trânsito em julgado da condenação
- Admite-se que seja decretada a custódia mediante fundamentação concreta pelo juízo local ou que sejam impostas medidas cautelares do art. 319 do CPP, caso demonstrada sua necessidade
Full Case Text
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