HC 981147 - DECISAO
O habeas corpus substitutivo não foi conhecido por existir recurso adequado; não há flagrante ilegalidade porque, conforme jurisprudência do STJ e considerando a ausência de previsão constitucional estadual ou regimental em Roraima exigindo autorização prévia, a instauração do PIC pelo Ministério Público prescindiu de autorização prévia, bastando a supervisão judicial subsequente para validar os atos; ademais, não foi demonstrado prejuízo concreto decorrente da condução das investigações, e as medidas cautelares relevantes foram posteriormente deferidas pelo Judiciário, razão pela qual não se reconhece nulidade e não se concede a ordem.
- Parties
- Paciente: PAULO SÉRGIO OLIVEIRA DE SOUSA; Órgão Jurisdicional: Tribunal de Justiça do Estado de Roraima; Órgão Investigador: Ministério Público do Estado de Roraima - Procuradoria Geral de Justiça
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 15 April 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão
- Outcome
- habeas corpus não conhecido e ordem não concedida
- Legal Topics
- Habeas Corpus, Foro Por Prerrogativa De Função, Nulidade De Investigação, Supervisão Judicial, Teoria Dos Frutos Da Árvore Envenenada
Case Brief
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Parties
PAULO SÉRGIO OLIVEIRA DE SOUSA
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de Roraima
Órgão Jurisdicional
Ministério Público do Estado de Roraima - Procuradoria Geral de Justiça
Órgão Investigador
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão
Legal Issues
- 1 Se exige autorização judicial prévia para a instauração de investigação contra autoridade com foro por prerrogativa de função
- 2 Cabimento do habeas corpus como substituto de recurso próprio
- 3 Ilicitude e afastamento das provas obtidas em investigação conduzida sem supervisão judicial
Ratio Decidendi
O habeas corpus substitutivo não foi conhecido por existir recurso adequado; não há flagrante ilegalidade porque, conforme jurisprudência do STJ e considerando a ausência de previsão constitucional estadual ou regimental em Roraima exigindo autorização prévia, a instauração do PIC pelo Ministério Público prescindiu de autorização prévia, bastando a supervisão judicial subsequente para validar os atos; ademais, não foi demonstrado prejuízo concreto decorrente da condução das investigações, e as medidas cautelares relevantes foram posteriormente deferidas pelo Judiciário, razão pela qual não se reconhece nulidade e não se concede a ordem.
Court Disposition
habeas corpus não conhecido e ordem não concedida
Orders
- Deixo de conhecer do habeas corpus substitutivo e não concedo habeas corpus de ofício
- Publique-se
Full Case Text
Judgment text and source record
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