HC 1025792 - DECISAO
A comunicação prevista no art. 40 do CPP não constitui ato investigativo do magistrado, apenas o dever de remeter elementos ao Ministério Público; as medidas cautelares foram decretadas a partir de representação policial e parecer ministerial, não demonstrando parcialidade objetiva do juiz; a suspeição e a tese de abolitio criminis são matérias que exigem incidente próprio ou análise aprofundada, não sendo o habeas corpus via adequada para sua resolução; ausente ilegalidade manifesta, não se conhece do habeas corpus.
- Parties
- Paciente: VALTER LÚCIO RAMALHO; Órgão Prolator Do Acórdão Impugnado: Tribunal de Justiça do Estado de Goiás
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 27 November 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão De Não Conhecimento No Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- Não conheço do presente habeas corpus
- Legal Topics
- Habeas Corpus, Imparcialidade Judicial, Comunicação Ao Ministério Público (art. 40 Do Cpp), Trancamento De Inquérito, Abolitio Criminis, Usura Pecuniária (lei Nº 1.521/1951)
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
VALTER LÚCIO RAMALHO
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de Goiás
Órgão Prolator Do Acórdão Impugnado
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão De Não Conhecimento No Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 Legalidade da comunicação judicial ao Ministério Público com fundamento no art. 40 do CPP e suas implicações para o sistema acusatório
- 2 Suposta parcialidade objetiva do magistrado que encaminhou a notitia criminis e, posteriormente, decidiu medidas cautelares
- 3 Adequação da via do habeas corpus para apreciação de suspeição e para trancamento de inquérito com base na alegada abolitio criminis pela Lei nº 14.905/2024
Ratio Decidendi
A comunicação prevista no art. 40 do CPP não constitui ato investigativo do magistrado, apenas o dever de remeter elementos ao Ministério Público; as medidas cautelares foram decretadas a partir de representação policial e parecer ministerial, não demonstrando parcialidade objetiva do juiz; a suspeição e a tese de abolitio criminis são matérias que exigem incidente próprio ou análise aprofundada, não sendo o habeas corpus via adequada para sua resolução; ausente ilegalidade manifesta, não se conhece do habeas corpus.
Court Disposition
Não conheço do presente habeas corpus
Orders
- Pedido liminar indeferido (fls. 141-142).
- Não conheço do presente habeas corpus.
Full Case Text
Judgment text and source record
Sign in to read
Sign in to read the full judgment text
Sign in to read the full judgment text. Downloads and additional research tools may depend on your plan.
Sign in to read the full judgment