HC 647658 - DECISAO
O decreto de prisão preventiva foi deficiente por não demonstrar concretamente o receio de perigo à ordem pública decorrente do estado de liberdade do imputado, limitando-se a considerações genéricas sobre a quantidade e a perigosidade das drogas apreendidas (8 g de cocaína e 30 g de crack); diante da primariedade e das circunstâncias do caso, a quantidade apensa não justificou a segregação cautelar, razão pela qual foi concedida a ordem para revogar a prisão preventiva e facultar a imposição de medidas cautelares alternativas.
- Parties
- Paciente: Henrique Augusto Svierszcz Martins; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul; Juízo De Primeiro Grau: Juízo de Direito da 2ª Vara Criminal da comarca de Tramandaí/RS; Órgão Ministerial: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 11 March 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Concessão Da Ordem
- Outcome
- Ordem concedida para revogar a prisão preventiva imposta ao paciente
- Legal Topics
- Habeas Corpus, Prisão Preventiva, Tráfico De Drogas, Fundamentação
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
Henrique Augusto Svierszcz Martins
Paciente
Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul
Autoridade Coatora
Juízo de Direito da 2ª Vara Criminal da comarca de Tramandaí/RS
Juízo De Primeiro Grau
Ministério Público Federal
Órgão Ministerial
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Concessão Da Ordem
Legal Issues
- 1 Deficiência de fundamentação do decreto de prisão preventiva
- 2 Adequação da prisão preventiva para garantia da ordem pública
- 3 Valoração da quantidade de entorpecentes apreendidos como fundamento para custódia cautelar
Ratio Decidendi
O decreto de prisão preventiva foi deficiente por não demonstrar concretamente o receio de perigo à ordem pública decorrente do estado de liberdade do imputado, limitando-se a considerações genéricas sobre a quantidade e a perigosidade das drogas apreendidas (8 g de cocaína e 30 g de crack); diante da primariedade e das circunstâncias do caso, a quantidade apensa não justificou a segregação cautelar, razão pela qual foi concedida a ordem para revogar a prisão preventiva e facultar a imposição de medidas cautelares alternativas.
Court Disposition
Ordem concedida para revogar a prisão preventiva imposta ao paciente
Orders
- Revogar a prisão preventiva imposta ao paciente nos Autos n. 5008265-21.2020.8.21.0073, da 2ª Vara Criminal da comarca de Tramandaí/RS
- Facultar ao Magistrado singular determinar o cumprimento de medidas cautelares alternativas à prisão
Full Case Text
Judgment text and source record
Sign in to read
Sign in to read the full judgment text
Sign in to read the full judgment text. Downloads and additional research tools may depend on your plan.
Sign in to read the full judgment