HC 1035037 - ACORDAO
O habeas corpus não é via adequada para substituir recurso ordinário e não se constatou flagrante ilegalidade. Tratando‑se de organização criminosa e lavagem de capitais, delitos de caráter permanente, a condição de flagrância persiste e a expedição de mandado de prisão em flagrante pelo Judiciário não constitui burla à imunidade parlamentar, mas controle jurisdicional. A prisão preventiva foi devidamente fundamentada pela garantia da ordem pública e pela gravidade concreta, diante do papel do paciente como vértice financeiro de facção, e as medidas cautelares diversas da prisão mostraram‑se insuficientes para conter a atividade criminosa.
- Parties
- Paciente: TIEGO RAIMUNDO DOS SANTOS SILVA; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ)
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 24 March 2026
- Procedural Posture
- Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Ordinário / Julgamento Colegiado Em Acórdão (não Conhecido)
- Outcome
- Habeas Corpus não conhecido; no exame de ofício, ordem denegada
- Legal Topics
- Habeas Corpus, Organização Criminosa Armada, Lavagem De Capitais, Imunidade Parlamentar, Prisão Em Flagrante Por Mandado Judicial, Crime Permanente, Prisão Preventiva, Medidas Cautelares Diversas Da Prisão
Case Brief
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Parties
TIEGO RAIMUNDO DOS SANTOS SILVA
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ)
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Ordinário / Julgamento Colegiado Em Acórdão (não Conhecido)
Legal Issues
- 1 Adequação do habeas corpus como substitutivo de recurso ordinário
- 2 Legalidade do mandado de prisão em flagrante para crimes permanentes praticados por parlamentar
- 3 Incidência da imunidade parlamentar (art. 53, §2º da CF) em crimes inafiançáveis
Ratio Decidendi
O habeas corpus não é via adequada para substituir recurso ordinário e não se constatou flagrante ilegalidade. Tratando‑se de organização criminosa e lavagem de capitais, delitos de caráter permanente, a condição de flagrância persiste e a expedição de mandado de prisão em flagrante pelo Judiciário não constitui burla à imunidade parlamentar, mas controle jurisdicional. A prisão preventiva foi devidamente fundamentada pela garantia da ordem pública e pela gravidade concreta, diante do papel do paciente como vértice financeiro de facção, e as medidas cautelares diversas da prisão mostraram‑se insuficientes para conter a atividade criminosa.
Court Disposition
Habeas Corpus não conhecido; no exame de ofício, ordem denegada
Orders
- Não conhecer do habeas corpus
- Denegar a ordem no mérito
Full Case Text
Judgment text and source record
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