RHC 232877 - ACORDAO
Negou-se provimento ao agravo regimental porque a recusa do ANPP pelo MPF estava devidamente fundamentada; não havia flagrante ilegalidade que autorizasse o habeas corpus como sucedâneo da apelação criminal; a remoção do direito de atuar teve natureza protetiva e foi oportunizada retificação pela DPU; o pedido de indulto não foi previamente apreciado pelo juízo de origem, configurando supressão de instância; e o trancamento da ação penal não se justificou por ausência de elementos que demonstrassem, de plano, a inépcia, atipicidade, causa extintiva da punibilidade ou ausência de indícios de autoria/prova da materialidade.
- Parties
- Agravante/paciente: JEFFERSON AMAURI DE SIQUEIRA; Ministério Público Federal: Ministério Público Federal; Defensoria Pública Da União: Defensoria Pública da União
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 29 April 2026
- Procedural Posture
- Agravo Regimental Em Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Julgamento Colegiado (quinta Turma) Decisão Final
- Outcome
- Agravo regimental desprovido; negado provimento ao agravo regimental e mantida a decisão agravada por seus próprios fundamentos.
- Legal Topics
- Habeas Corpus, Acordo De Não Persecução Penal (anpp), Indulto, Defesa Técnica, Trancamento Da Ação Penal, Dosimetria Da Pena, Regime Inicial, Substituição Da Pena Por Restritivas De Direitos, Remoção Do Direito De Atuar Em Causa Própria
Case Brief
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Parties
JEFFERSON AMAURI DE SIQUEIRA
Agravante/paciente
Ministério Público Federal
Ministério Público Federal
Defensoria Pública da União
Defensoria Pública Da União
Procedural Posture
Agravo Regimental Em Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Julgamento Colegiado (quinta Turma) Decisão Final
Legal Issues
- 1 Possibilidade de reconhecer nulidade da sentença penal condenatória na via estreita do habeas corpus
- 2 Possibilidade de rediscutir dosimetria da pena, regime inicial, substituição da pena e benefícios penais via habeas corpus
- 3 Nulidade da decisão que afastou o direito de atuar em causa própria e suposta deficiência da Defensoria Pública da União
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao agravo regimental porque a recusa do ANPP pelo MPF estava devidamente fundamentada; não havia flagrante ilegalidade que autorizasse o habeas corpus como sucedâneo da apelação criminal; a remoção do direito de atuar teve natureza protetiva e foi oportunizada retificação pela DPU; o pedido de indulto não foi previamente apreciado pelo juízo de origem, configurando supressão de instância; e o trancamento da ação penal não se justificou por ausência de elementos que demonstrassem, de plano, a inépcia, atipicidade, causa extintiva da punibilidade ou ausência de indícios de autoria/prova da materialidade.
Court Disposition
Agravo regimental desprovido; negado provimento ao agravo regimental e mantida a decisão agravada por seus próprios fundamentos.
Orders
- Manter a decisão agravada por seus próprios fundamentos
- Negar provimento ao agravo regimental
Full Case Text
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