HC 629485 - DECISAO
Concluiu-se que houve flagrante ilegalidade na manutenção da prisão preventiva decretada com base em fundamentos genéricos e na gravidade abstrata do crime, sem consideração adequada às circunstâncias pessoais do paciente (primariedade e bons antecedentes) e sem demonstração de que a prisão era medida única apta a proteger os bens jurídicos ameaçados; assim, por ofício, revogou-se a prisão preventiva e determinou-se a possibilidade de aplicação de medidas cautelares previstas no art. 319 do CPP, com extensão dos efeitos ao corréu, ressalvada a possibilidade de nova decretação se demonstrada fundamentadamente a necessidade.
- Parties
- Paciente: PAULO ALEXANDRE MARQUES DA SILVA JUNIOR; Órgão Coator: Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro; Corréu: GABRIEL NINÁCIO NUNES
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 16 April 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão De Mérito (não Conhecido; Ordem Concedida De Ofício)
- Outcome
- Habeas corpus não conhecido; contudo, ordem concedida de ofício para revogar a prisão preventiva do paciente
- Legal Topics
- Habeas Corpus, Prisão Preventiva, Medidas Cautelares Diversas Da Prisão, Porte Ilegal De Arma De Fogo, Proporcionalidade E Proibição De Excesso
Case Brief
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Parties
PAULO ALEXANDRE MARQUES DA SILVA JUNIOR
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro
Órgão Coator
GABRIEL NINÁCIO NUNES
Corréu
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão De Mérito (não Conhecido; Ordem Concedida De Ofício)
Legal Issues
- 1 cabimento de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário
- 2 fundamentação concreta exigida para decretação da prisão preventiva (art. 312 CPP)
- 3 adequação e suficiência de medidas cautelares diversas da prisão (art. 319 CPP)
Ratio Decidendi
Concluiu-se que houve flagrante ilegalidade na manutenção da prisão preventiva decretada com base em fundamentos genéricos e na gravidade abstrata do crime, sem consideração adequada às circunstâncias pessoais do paciente (primariedade e bons antecedentes) e sem demonstração de que a prisão era medida única apta a proteger os bens jurídicos ameaçados; assim, por ofício, revogou-se a prisão preventiva e determinou-se a possibilidade de aplicação de medidas cautelares previstas no art. 319 do CPP, com extensão dos efeitos ao corréu, ressalvada a possibilidade de nova decretação se demonstrada fundamentadamente a necessidade.
Court Disposition
Habeas corpus não conhecido; contudo, ordem concedida de ofício para revogar a prisão preventiva do paciente
Orders
- Revogar a prisão preventiva imposta ao paciente
- Determinar a aplicação, a critério do Juízo de primeiro grau, das medidas cautelares previstas no art. 319 do Código de Processo Penal
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