HC 606865 - ACORDAO
O habeas corpus não foi conhecido por configurar substituição indevida de recurso ordinário cabível e, em análise de ofício, não se verificou flagrante ilegalidade: a prisão preventiva decretada na sentença foi devidamente fundamentada nos termos do art.312 do CPP e art.387, §1º, diante de provas de autoria, extensa reprovabilidade e risco concreto de reiteração delitiva; a alegação genérica de risco por COVID-19 e a alegação de excesso de prazo não demonstraram constrangimento ilegal concreto; pedido de reavaliação segundo art.316 não foi debatido na origem, impedindo conhecimento pelo STJ; portanto não há ordem de soltura.
- Parties
- Paciente: MARCELO MOURA DA SILVA; Paciente: DUILYO BARROS DE MOURA; Paciente: MARCELO DANILO BARROS DE MOURA; Paciente: ROBERTO AMÉRICO RIBEIRO; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 20 September 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Julgamento Colegiado (pedido Não Conhecido)
- Outcome
- Habeas corpus não conhecido
- Legal Topics
- Habeas Corpus Substitutivo De Recurso, Prisão Preventiva, Organização Criminosa, Excesso De Prazo, Reavaliação Da Prisão (art. 316 Cpp), Pandemia/covid 19 E Prisão Domiciliar, Garantia Da Ordem Pública
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
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Parties
MARCELO MOURA DA SILVA
Paciente
DUILYO BARROS DE MOURA
Paciente
MARCELO DANILO BARROS DE MOURA
Paciente
ROBERTO AMÉRICO RIBEIRO
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus / Julgamento Colegiado (pedido Não Conhecido)
Legal Issues
- 1 Adequação do habeas corpus como substituto de recurso ordinário
- 2 Fundamentação e legalidade da prisão preventiva decretada na sentença (art. 312 CPP)
- 3 Possibilidade de decretação de prisão preventiva após revogação por excesso de prazo
Ratio Decidendi
O habeas corpus não foi conhecido por configurar substituição indevida de recurso ordinário cabível e, em análise de ofício, não se verificou flagrante ilegalidade: a prisão preventiva decretada na sentença foi devidamente fundamentada nos termos do art.312 do CPP e art.387, §1º, diante de provas de autoria, extensa reprovabilidade e risco concreto de reiteração delitiva; a alegação genérica de risco por COVID-19 e a alegação de excesso de prazo não demonstraram constrangimento ilegal concreto; pedido de reavaliação segundo art.316 não foi debatido na origem, impedindo conhecimento pelo STJ; portanto não há ordem de soltura.
Court Disposition
Habeas corpus não conhecido
Orders
- Não conhecer do pedido
- Recomenda-se ao Tribunal de origem celeridade no julgamento da Apelação Criminal n. 0002107-41.2014.8.17.0660
Full Case Text
Judgment text and source record
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