HC 608734 - DECISAO
O habeas corpus foi não conhecido por ser substitutivo de recurso próprio; subsidiariamente, não se vislumbrou constrangimento ilegal que justificasse concessão de ofício, pois a decisão do Tribunal de origem que confirmou a convicção do Conselho de Sentença assentou-se em valoração probatória inerente ao Júri (impróprio o revolvimento de matéria fático-probatória via habeas corpus), a consideração de condenações anteriores como maus antecedentes foi legítima mesmo após o período depurador de cinco anos, e a alteração dos fundamentos da dosimetria não importou em aumento da pena final, afastando a alegação de reformatio in pejus.
- Parties
- Paciente: MARCELO DE FREITAS ALVES; Órgão Julgador De Origem: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 09 February 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio / Não Conhecido Pelo Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus pelo seu caráter substitutivo de recurso próprio
- Legal Topics
- Homicídio Qualificado, Habeas Corpus, Dosimetria, Maus Antecedentes, Ne Reformatio in Pejus, Revisão De Matéria Fático Probatória
Case Brief
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Parties
MARCELO DE FREITAS ALVES
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Órgão Julgador De Origem
Procedural Posture
Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio / Não Conhecido Pelo Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 Possibilidade de revisão da valoração probatória do Conselho de Sentença por habeas corpus
- 2 Valoração de condenações anteriores como maus antecedentes e aplicação do art. 64, I, do Código Penal
- 3 Correção da fração utilizada na exasperação da pena-base e vedação da reformatio in pejus
Ratio Decidendi
O habeas corpus foi não conhecido por ser substitutivo de recurso próprio; subsidiariamente, não se vislumbrou constrangimento ilegal que justificasse concessão de ofício, pois a decisão do Tribunal de origem que confirmou a convicção do Conselho de Sentença assentou-se em valoração probatória inerente ao Júri (impróprio o revolvimento de matéria fático-probatória via habeas corpus), a consideração de condenações anteriores como maus antecedentes foi legítima mesmo após o período depurador de cinco anos, e a alteração dos fundamentos da dosimetria não importou em aumento da pena final, afastando a alegação de reformatio in pejus.
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus pelo seu caráter substitutivo de recurso próprio
Orders
- Pedido liminar indeferido (fls. 168/169)
- Não conheço do habeas corpus
Full Case Text
Judgment text and source record
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