AREsp 2999480 - DECISAO
O agravante não demonstrou, de forma consistente, a inaplicabilidade do óbice representado pela Súmula 7 do STJ nem refutou todos os fundamentos que motivaram a inadmissão do recurso especial pelo tribunal de origem; por esse motivo, o agravo em recurso especial não foi conhecido, com fundamento no art. 932, III, do...
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- Parties
- Agravante: REINALDO CÉSAR NAGAO GREGÓRIO; Agravada: SURINAME EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 27 January 2026
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento
- Outcome
- NÃO CONHEÇO do agravo em recurso especial, com fundamento no art. 932, III, do CPC.
- Legal Topics
- Honorários Periciais, Súmula 7 Do STJ, Admissibilidade De Recurso Especial, Dissídio Jurisprudencial, Reexame De Fatos E Provas
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Parties
REINALDO CÉSAR NAGAO GREGÓRIO
Agravante
SURINAME EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA.
Agravada
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento
Legal Issues
- 1 Incidência da Súmula 7 do STJ como óbice à admissibilidade do recurso especial
- 2 Necessidade de refutar todos os fundamentos que motivaram a inadmissão pelo tribunal de origem
- 3 Comprovação de dissídio jurisprudencial
Ratio Decidendi
O agravante não demonstrou, de forma consistente, a inaplicabilidade do óbice representado pela Súmula 7 do STJ nem refutou todos os fundamentos que motivaram a inadmissão do recurso especial pelo tribunal de origem; por esse motivo, o agravo em recurso especial não foi conhecido, com fundamento no art. 932, III, do CPC.
Court Disposition
NÃO CONHEÇO do agravo em recurso especial, com fundamento no art. 932, III, do CPC.
Orders
- Não conheço do agravo em recurso especial com fundamento no art. 932, III, do CPC
- Publique-se
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Examina-se agravo em recurso especial interposto por REINALDO CÉSAR NAGAO GREGÓRIO, contra decisão que inadmitiu recurso especial, fundamentado no art. 105, inciso III, alíneas "a" e "c", da Constituição Federal. Ação: de indenização por danos materiais, ajuizada pelo agravante, em face de SURINAME EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA. Decisão interlocutória: fixou os honorários periciais em R$ 34.540,00 (trinta e quatro mil quinhentos e quarenta reais). Acórdão: negou provimento ao agravo de instrumento interposto pelo agravante, nos termos da seguinte ementa: PERITO - Verba honorária - Fixação que guarda relação com a extensão do trabalho realizado - Manutenção do "quantum" - Necessidade - Prevalência da decisão do Juiz monocrático, por melhor conhecer a qualidade e o alcance do laudo pericial, elaborado por "expert" de sua confiança - Pedido de redução - Não configuração - Decisão mantida, ratificando-se seus fundamentos, a teor do art. 252 do RITJSP Recurso improvido. Embargos de declaração: opostos pelo agravante, foram rejeitados. Recurso especial: alega violação de dispositivos legais, bem como dissídio jurisprudencial. Decisão de admissibilidade do TJ/SP: inadmitiu o recurso especial em razão dos seguintes fundamentos: i) ausência de violação do art. 1.022 do CPC; ii) não foi demonstrada a violação dos dispositivos arrolados; iii) incidência da Súmula 7 do STJ; e iv) falta de comprovação do dissídio jurisprudencial. Agravo em recurso especial: nas razões do presente recurso, a parte agravante aduz que: i) foi demonstrada a violação de dispositivos legais ii) não pretende o reexame de fatos e provas; e iii) o dissídio jurisprudencial foi comprovado. RELATADO O PROCESSO, DECIDE-SE. Ao analisar o agravo em recurso especial interposto, verifica-se que a parte agravante se limitou a trazer alegações genéricas, e não demonstrou, de maneira consistente, a inaplicabilidade do seguinte óbice: i) incidência da Súmula 7 do STJ. Com efeito, para que o recurso especial seja analisado por esta Corte Superior, o recorrente deve refutar todos os fundamentos que levaram à inadmissão pelo Tribunal de origem. Nesse sentido: AgInt no AREsp 2.292.265/SP, Terceira Turma, DJe de 18/8/2023, e AgInt no AREsp 2.335.547/SP, Quarta Turma, DJe de 11/10/2023. Forte nessas razões, NÃO CONHEÇO do agravo em recurso especial, com fundamento no art. 932, III, do CPC. Deixo de majorar os honorários de sucumbência recursal, visto que não foram arbitrados no julgamento do recurso pelo Tribunal de origem. Previno as partes que a interposição de recurso contra esta decisão, se declarado manifestamente inadmissível, protelatório ou improcedente, poderá acarretar a condenação ao pagamento das penalidades fixadas nos arts. 1.021, § 4º, e 1.026, § 2º, do CPC. Publique-se. Intimem-se. EMENTA