REsp 1925008 - DECISAO

REsp 1925008 - DECISAO

O tribunal decidiu que, em operações interestaduais regularmente documentadas, a responsabilidade do vendedor pelo pagamento do diferencial de alíquota do ICMS depende da demonstração de sua falta de boa-fé ou de sua participação em ato infracional; estando comprovada a boa-fé mediante documentação fiscal e cautelas adotadas, não cabe responsabilização objetiva do vendedor pela tredestinação da mercadoria. Assim, cassou-se o acórdão recorrido e determinou-se o retorno dos autos ao tribunal de origem para novo exame da apelação à luz da prova sobre a boa-fé da vendedora (art. 255, § 4º, III, do RISTJ).

Parties
Recorrente: MACRO ATACADISTA S.A.; Recorrido: Fazenda do Estado de São Paulo
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
01 September 2021
Procedural Posture
Recurso Especial (apelo Raro) / Decisão Em Recurso Especial (apelo Raro) Provimento E Remessa Ao Tribunal De Origem
Outcome
Deferido provimento ao apelo raro; acórdão recorrido cassado; autos remetidos ao Tribunal de origem para novo julgamento quanto à responsabilidade da empresa vendedora à luz da prova de sua boa-fé.
Legal Topics
ICMS, Responsabilidade Tributária, Tredestinação De Mercadoria, Boa Fé Do Vendedor, Cláusula FOB, Execução Fiscal

Case Brief

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Parties

MACRO ATACADISTA S.A.

Recorrente

Fazenda do Estado de São Paulo

Recorrido

Procedural Posture

Recurso Especial (apelo Raro) / Decisão Em Recurso Especial (apelo Raro) Provimento E Remessa Ao Tribunal De Origem

  1. 1 Responsabilidade do vendedor de boa-fé pelo pagamento do diferencial de alíquota do ICMS quando a mercadoria não chega ao destino declarado
  2. 2 Aplicação do art.136 do CTN e necessidade de comprovação de participação em infração para atribuição de responsabilidade a terceiro não contribuinte
  3. 3 Presunção de operação interna quando não comprovada a saída da mercadoria do Estado de origem

Ratio Decidendi

O tribunal decidiu que, em operações interestaduais regularmente documentadas, a responsabilidade do vendedor pelo pagamento do diferencial de alíquota do ICMS depende da demonstração de sua falta de boa-fé ou de sua participação em ato infracional; estando comprovada a boa-fé mediante documentação fiscal e cautelas adotadas, não cabe responsabilização objetiva do vendedor pela tredestinação da mercadoria. Assim, cassou-se o acórdão recorrido e determinou-se o retorno dos autos ao tribunal de origem para novo exame da apelação à luz da prova sobre a boa-fé da vendedora (art. 255, § 4º, III, do RISTJ).

Court Disposition

Deferido provimento ao apelo raro; acórdão recorrido cassado; autos remetidos ao Tribunal de origem para novo julgamento quanto à responsabilidade da empresa vendedora à luz da prova de sua boa-fé.

Orders

  • Cassação do acórdão recorrido
  • Determinar o retorno dos autos ao Tribunal de origem para novo exame da apelação e julgamento da responsabilidade da vendedora à luz da prova de sua boa-fé, convertendo o julgamento em diligência se necessário