AREsp 1508150 - DECISAO
Houve divergência jurisprudencial entre o acórdão do Tribunal de origem e a orientação desta Corte: a empresa vendedora de boa-fé que comprova a regularidade documental e as cautelas de praxe não pode ser responsabilizada objetivamente pelo pagamento do diferencial de alíquota do ICMS pela mera não chegada da mercadoria ao destino declarado, salvo prova de participação intencional em ato infracional; por isso conheceu-se do agravo e deu-se parcial provimento ao recurso especial para cassar o acórdão e determinar novo exame da responsabilidade tributária à luz da prova da boa-fé.
- Parties
- Agravante/recorrente: MACRO ATACADISTA S.A.; Agravada/recorrida: FAZENDA DO ESTADO DE SÃO PAULO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 11 November 2021
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Conhecimento Do Agravo E Provimento Parcial Do Recurso Especial Pelo STJ
- Outcome
- Conheço do agravo; conheço parcialmente do recurso especial e dou-lhe provimento para cassar o acórdão recorrido e determinar o retorno dos autos ao Tribunal de origem para novo exame da apelação quanto à responsabilidade tributária da vendedora à luz da prova da sua boa-fé.
- Legal Topics
- ICMS, Responsabilidade Tributária, Boa Fé, Tredestinação, Multas Fiscais, Cláusula FOB, Presunção De Operação Interna, Recurso Especial
Case Brief
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Parties
MACRO ATACADISTA S.A.
Agravante/recorrente
FAZENDA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Agravada/recorrida
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Conhecimento Do Agravo E Provimento Parcial Do Recurso Especial Pelo STJ
Legal Issues
- 1 Se a vendedora de boa-fé pode ser responsabilizada objetivamente pelo pagamento do diferencial de alíquota do ICMS quando a mercadoria não chega ao destino declarado
- 2 Aplicação da presunção de operação interna ante ausência de comprovação de saída da mercadoria
- 3 Caracterização de multa confiscatória e sua análise por recurso especial
Ratio Decidendi
Houve divergência jurisprudencial entre o acórdão do Tribunal de origem e a orientação desta Corte: a empresa vendedora de boa-fé que comprova a regularidade documental e as cautelas de praxe não pode ser responsabilizada objetivamente pelo pagamento do diferencial de alíquota do ICMS pela mera não chegada da mercadoria ao destino declarado, salvo prova de participação intencional em ato infracional; por isso conheceu-se do agravo e deu-se parcial provimento ao recurso especial para cassar o acórdão e determinar novo exame da responsabilidade tributária à luz da prova da boa-fé.
Court Disposition
Conheço do agravo; conheço parcialmente do recurso especial e dou-lhe provimento para cassar o acórdão recorrido e determinar o retorno dos autos ao Tribunal de origem para novo exame da apelação quanto à responsabilidade tributária da vendedora à luz da prova da sua boa-fé.
Orders
- Conhecer do agravo
- Conhecer parcialmente do recurso especial e dar-lhe provimento
Full Case Text
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