AREsp 2531318 - ACORDAO

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As operações realizadas no Mercado de Curto Prazo da CCEE constituem cessões de direitos entre consumidores intermediadas de forma multilateral pela CCEE e não contratos típicos de compra e venda exigentes de saída da mercadoria; assim, não se configura o fato gerador do ICMS nos termos dos arts. 2º e 12 da LC n. 87/1996, nem há prova de que os consumidores adquirentes atuem com habitualidade ou intuito comercial para serem considerados contribuintes nos termos do art. 4º da mesma lei; além disso, tributar novamente as sobras implicaria bis in idem, pois a energia já foi tributada na contratação bilateral.

Parties
Agravante: ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
26 August 2024
Procedural Posture
Agravo Interno / Julgamento Pela Primeira Turma
Outcome
negar provimento ao agravo interno
Legal Topics
ICMS, Energia Elétrica, Mercado De Curto Prazo, CCEE, Cessão De Direitos, Bis in Idem

Case Brief

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Parties

ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL

Agravante

Procedural Posture

Agravo Interno / Julgamento Pela Primeira Turma

  1. 1 Incidência do ICMS sobre operações realizadas no Mercado de Curto Prazo da CCEE
  2. 2 Natureza jurídica das operações no MCP: cessão de direitos versus compra e venda
  3. 3 Configuração do fato gerador do ICMS conforme LC 87/1996

Ratio Decidendi

As operações realizadas no Mercado de Curto Prazo da CCEE constituem cessões de direitos entre consumidores intermediadas de forma multilateral pela CCEE e não contratos típicos de compra e venda exigentes de saída da mercadoria; assim, não se configura o fato gerador do ICMS nos termos dos arts. 2º e 12 da LC n. 87/1996, nem há prova de que os consumidores adquirentes atuem com habitualidade ou intuito comercial para serem considerados contribuintes nos termos do art. 4º da mesma lei; além disso, tributar novamente as sobras implicaria bis in idem, pois a energia já foi tributada na contratação bilateral.

Court Disposition

negar provimento ao agravo interno

Orders

  • Negar provimento ao agravo interno.
  • Manter a decisão agravada que reconheceu a não incidência do ICMS sobre as operações em discussão.