AREsp 2861250 - DECISAO

AREsp 2861250 - DECISAO

O recurso especial não foi conhecido porque o Tribunal de origem analisou adequadamente os fatos e provas, chegando a conclusão de que notas fiscais emitidas pelo contribuinte não são suficientes para constituir o crédito tributário de ICMS por lançamento administrativo, sendo necessária declaração própria (GIA) ou lançamento, e porque o reexame de matéria fático-probatória é vedado ao STJ (Súmula 7). Também foi considerada a ausência de prequestionamento de algumas matérias invocadas e a insuficiência de demonstração de dissídio jurisprudencial, além da conformidade da decisão com a jurisprudência desta Corte.

Parties
Executada (parte Que Apresentou a Exceção De Pré Executividade): UNIAR COMÉRCIO DE ELETROELETRÔNICOS E SERVIÇOS LTDA; Exequente (parte Que Respondeu À Exceção): FAZENDA ESTADUAL
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
07 April 2025
Procedural Posture
Execução Fiscal (exceção De Pré Executividade) / Recurso Especial Interposto Ao STJ — Recurso Não Conhecido; Conhecimento Parcial Do Agravo No STJ
Outcome
Recurso especial não conhecido.
Legal Topics
ICMS, CDA (certidão De Dívida Ativa), Lançamento Por Homologação, GIA (guia De Informação E Apuração), Notas Fiscais, Exceção De Pré Executividade, Prequestionamento, Súmula 7 STJ

Case Brief

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Parties

UNIAR COMÉRCIO DE ELETROELETRÔNICOS E SERVIÇOS LTDA

Executada (parte Que Apresentou a Exceção De Pré Executividade)

FAZENDA ESTADUAL

Exequente (parte Que Respondeu À Exceção)

Procedural Posture

Execução Fiscal (exceção De Pré Executividade) / Recurso Especial Interposto Ao STJ — Recurso Não Conhecido; Conhecimento Parcial Do Agravo No STJ

  1. 1 Se notas fiscais emitidas pelo contribuinte podem substituir a GIA ou outra declaração equivalente para fins de constituição do crédito tributário de ICMS
  2. 2 Se a certidão de dívida ativa (CDA) fundada em notas fiscais é nula quando não há declaração formal (GIA) ou procedimento administrativo de constituição do crédito
  3. 3 Se é cabível reexame de matéria fático-probatória em recurso especial

Ratio Decidendi

O recurso especial não foi conhecido porque o Tribunal de origem analisou adequadamente os fatos e provas, chegando a conclusão de que notas fiscais emitidas pelo contribuinte não são suficientes para constituir o crédito tributário de ICMS por lançamento administrativo, sendo necessária declaração própria (GIA) ou lançamento, e porque o reexame de matéria fático-probatória é vedado ao STJ (Súmula 7). Também foi considerada a ausência de prequestionamento de algumas matérias invocadas e a insuficiência de demonstração de dissídio jurisprudencial, além da conformidade da decisão com a jurisprudência desta Corte.

Court Disposition

Recurso especial não conhecido.

Orders

  • Conheço do agravo relativamente à matéria que não se enquadra em tema repetitivo e não conheço do recurso especial (art. 253, parágrafo único, II, a, do Regimento Interno do STJ).
  • Determino a majoração dos honorários advocatícios em desfavor da parte recorrente, no importe de 1% sobre o valor já fixado, nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, observados os limites legais e a eventual gratuidade judiciária.