AREsp 1915048 - DECISAO
Conheceu‑se do agravo, mas não se conheceu do recurso especial porque a parte recorrente não demonstrou de forma direta, clara e particularizada a violação dos dispositivos legais apontados (incidência da Súmula 284/STF), não enfrentou especificamente os fundamentos do acórdão recorrido e faltou prequestionamento sobre matérias, além de a matéria relativa à transferência da responsabilidade tributária em face de lei ordinária perante lei complementar ser de natureza constitucional, tornando o recurso especial inadequado. Ademais, não há nos autos prova de consolidação da propriedade em nome do fiduciário, razão pela qual este não pode ser considerado sujeito passivo do IPTU.
- Parties
- Agravante: MUNICÍPIO DE SÃO PAULO; Executado/co Executado: credor fiduciário; Executado: devedor fiduciante
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 13 September 2021
- Procedural Posture
- Agravo Contra Decisão Que Não Admitiu Recurso Especial / Conhecimento Do Agravo E Não Conhecimento Do Recurso Especial (art. 21 E, V, Regimento Interno Stj)
- Outcome
- Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
- Legal Topics
- IPTU, Alienação Fiduciária, Legitimidade Passiva, Honorários Advocatícios, Prequestionamento, Súmulas Do STF
Case Brief
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Parties
MUNICÍPIO DE SÃO PAULO
Agravante
credor fiduciário
Executado/co Executado
devedor fiduciante
Executado
Procedural Posture
Agravo Contra Decisão Que Não Admitiu Recurso Especial / Conhecimento Do Agravo E Não Conhecimento Do Recurso Especial (art. 21 E, V, Regimento Interno Stj)
Legal Issues
- 1 Legitimidade passiva do credor fiduciário para pagamento de IPTU
- 2 Aplicabilidade do art. 27, §8º, da Lei n. 9.514/1997 e consolidação da propriedade fiduciária
- 3 Conflito entre lei ordinária e lei complementar quanto à responsabilidade tributária
Ratio Decidendi
Conheceu‑se do agravo, mas não se conheceu do recurso especial porque a parte recorrente não demonstrou de forma direta, clara e particularizada a violação dos dispositivos legais apontados (incidência da Súmula 284/STF), não enfrentou especificamente os fundamentos do acórdão recorrido e faltou prequestionamento sobre matérias, além de a matéria relativa à transferência da responsabilidade tributária em face de lei ordinária perante lei complementar ser de natureza constitucional, tornando o recurso especial inadequado. Ademais, não há nos autos prova de consolidação da propriedade em nome do fiduciário, razão pela qual este não pode ser considerado sujeito passivo do IPTU.
Court Disposition
Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
Orders
- Conheço do agravo
- Não conheço do recurso especial
Full Case Text
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