REsp 1963253 - DECISAO
Tendo sido registrado o compromisso de compra e venda em data anterior aos fatos geradores, o compromissário-comprador passou a deter direito real de aquisição nos termos do art. 1.417 do CC, e o Município tinha conhecimento das alienações (certidões indicando Manoel Gameiro como proprietário); assim, a promitente-vendedora é ilegítima passiva para fins de IPTU, implicando a extinção da execução fiscal nos termos do art. 485, VI do CPC, e o STJ, à luz da Súmula 7, não reexaminou a prova dos autos, nem reconheceu violação dos arts. 489 e 1.022 do CPC/2015.
- Parties
- Agravante/executada: Melhoramentos Virgínia Ltda.; Exequente: Município-exequente; Proprietário/compromissário Comprador: Sr. Manoel Gameiro
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 13 October 2021
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Julgamento No STJ
- Outcome
- Conheço parcialmente do Recurso Especial e nego-lhe provimento (somente quanto à preliminar de violação dos arts. 489 e 1.022 do CPC/2015).
- Legal Topics
- IPTU, Ilegitimidade Passiva, Execução Fiscal, Registro De Promessa De Compra E Venda, Prequestionamento, Súmula 7/stj
Case Brief
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Parties
Melhoramentos Virgínia Ltda.
Agravante/executada
Município-exequente
Exequente
Sr. Manoel Gameiro
Proprietário/compromissário Comprador
Procedural Posture
Recurso Especial / Julgamento No STJ
Legal Issues
- 1 Se a promitente-vendedora é legitimada passiva em execução fiscal de IPTU quando houve registro de promessa de compra e venda em momento anterior aos fatos geradores
- 2 Se o Município tinha conhecimento formal da alienação e se isso afasta a legitimidade passiva do promitente-vendedor
- 3 Se houve violação dos arts. 489 e 1.022 do CPC/2015 quanto à fundamentação do acórdão
Ratio Decidendi
Tendo sido registrado o compromisso de compra e venda em data anterior aos fatos geradores, o compromissário-comprador passou a deter direito real de aquisição nos termos do art. 1.417 do CC, e o Município tinha conhecimento das alienações (certidões indicando Manoel Gameiro como proprietário); assim, a promitente-vendedora é ilegítima passiva para fins de IPTU, implicando a extinção da execução fiscal nos termos do art. 485, VI do CPC, e o STJ, à luz da Súmula 7, não reexaminou a prova dos autos, nem reconheceu violação dos arts. 489 e 1.022 do CPC/2015.
Court Disposition
Conheço parcialmente do Recurso Especial e nego-lhe provimento (somente quanto à preliminar de violação dos arts. 489 e 1.022 do CPC/2015).
Orders
- Conheço parcialmente do Recurso Especial, somente com relação à preliminar de violação dos arts. 489 e 1.022 do CPC/2015, e, nessa extensão, nego-lhe provimento.
- Mantido acórdão que deu provimento para reconhecer a ilegitimidade passiva da agravante e extinguiu a execução fiscal, sem resolução do mérito, nos termos do art. 485, VI do CPC, e condenou o Município-exequente ao pagamento das despesas processuais e honorários advocatícios arbitrados em R$ 1.000,00.
Full Case Text
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