AREsp 1886277 - DECISAO

AREsp 1886277 - DECISAO

O STJ concluiu que o credor fiduciário não pode ser considerado sujeito passivo do IPTU antes da consolidação da propriedade e da imissão na posse, porque a transferência da responsabilidade por tributos prevista no art. 27, §8º da Lei 9.514/1997 e no art. 1.368-B do CC opera apenas a partir da consolidação da propriedade e da imissão na posse; portanto, deu-se provimento ao recurso especial para excluir a recorrente do polo passivo da execução fiscal e condenar a parte recorrida ao pagamento de honorários advocatícios.

Parties
Agravante: ITAU UNIBANCO S.A.; Parte Recorrida: Municipalidade
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
07 December 2021
Procedural Posture
Agravo Interno Em Recurso Especial Nos Autos De Execução Fiscal / Julgamento Colegiado (decisão)
Outcome
Conheço do agravo interno e dou provimento ao recurso especial
Legal Topics
IPTU, Sujeição Passiva, Alienação Fiduciária, Exceção De Pré Executividade, Animus Domini, Consolidação Da Propriedade

Case Brief

Summary, issues, holding and outcome

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Parties

ITAU UNIBANCO S.A.

Agravante

Municipalidade

Parte Recorrida

Procedural Posture

Agravo Interno Em Recurso Especial Nos Autos De Execução Fiscal / Julgamento Colegiado (decisão)

  1. 1 Sujeição passiva do credor fiduciário ao IPTU antes da consolidação da propriedade e imissão na posse
  2. 2 Alegada omissão/vício de integração do acórdão (art. 1.022 CPC/2015)
  3. 3 Interpretação do art. 27, §8º da Lei 9.514/1997 e do art. 1.368-B do Código Civil quanto à transferência de responsabilidade por tributos

Ratio Decidendi

O STJ concluiu que o credor fiduciário não pode ser considerado sujeito passivo do IPTU antes da consolidação da propriedade e da imissão na posse, porque a transferência da responsabilidade por tributos prevista no art. 27, §8º da Lei 9.514/1997 e no art. 1.368-B do CC opera apenas a partir da consolidação da propriedade e da imissão na posse; portanto, deu-se provimento ao recurso especial para excluir a recorrente do polo passivo da execução fiscal e condenar a parte recorrida ao pagamento de honorários advocatícios.

Court Disposition

Conheço do agravo interno e dou provimento ao recurso especial

Orders

  • Determinar a exclusão da recorrente do polo passivo da execução fiscal
  • Condenar a parte recorrida ao pagamento de honorários advocatícios no valor de R$ 5.000,00, nos termos do art. 85, §§ 2º e 8º, do CPC/2015