AREsp 1955393 - DECISAO

AREsp 1955393 - DECISAO

O Tribunal concluiu que o credor fiduciário, tendo apenas propriedade resolúvel e posse indireta sem animus domini, não pode ser considerado sujeito passivo do IPTU antes da consolidação da propriedade e da imissão na posse; assim, conheceu do agravo e deu provimento ao recurso especial, excluindo a agravante do polo passivo da execução fiscal e condenando a parte recorrida ao pagamento de honorários.

Parties
Agravante/recorrente: ITAU UNIBANCO S.A.
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
07 December 2021
Procedural Posture
Agravo Interno (recurso Especial) / Decisão De Reconsideração E Julgamento: Agravo Conhecido E Recurso Especial Provido
Outcome
Conheço do agravo interno e dou provimento ao recurso especial.
Legal Topics
IPTU, Alienação Fiduciária, Legitimidade Passiva, Exceção De Pré Executividade, Animus Domini, Responsabilidade Tributária, Súmula 284 STF

Case Brief

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Parties

ITAU UNIBANCO S.A.

Agravante/recorrente

Procedural Posture

Agravo Interno (recurso Especial) / Decisão De Reconsideração E Julgamento: Agravo Conhecido E Recurso Especial Provido

  1. 1 Se o credor fiduciário pode ser sujeito passivo do IPTU antes da consolidação da propriedade e da imissão na posse
  2. 2 Existência de vício de integração/omissão no acórdão recorrido
  3. 3 Aplicabilidade da Súmula 284 do STF ao caso

Ratio Decidendi

O Tribunal concluiu que o credor fiduciário, tendo apenas propriedade resolúvel e posse indireta sem animus domini, não pode ser considerado sujeito passivo do IPTU antes da consolidação da propriedade e da imissão na posse; assim, conheceu do agravo e deu provimento ao recurso especial, excluindo a agravante do polo passivo da execução fiscal e condenando a parte recorrida ao pagamento de honorários.

Court Disposition

Conheço do agravo interno e dou provimento ao recurso especial.

Orders

  • Determinar a exclusão da recorrente do polo passivo da execução fiscal
  • Condenar a parte recorrida ao pagamento de honorários advocatícios no valor de R$ 5.000,00, nos termos do art. 85, §§ 2º e 8º, do CPC/2015