AREsp 1925869 - DECISAO

AREsp 1925869 - DECISAO

O STJ concluiu que o credor fiduciário não pode ser considerado sujeito passivo do IPTU antes da consolidação da propriedade e da imissão na posse do imóvel, uma vez que a propriedade fiduciária é resolúvel e desprovida de animus domini, e a transferência da responsabilidade tributária só ocorre no marco temporal previsto nos arts. 27, §8º da Lei 9.514/1997 e art. 1.368-B do CC; por isso conheceu do agravo e negou provimento ao recurso especial.

Parties
Agravante: MUNICÍPIO DE SÃO PAULO
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
02 December 2021
Procedural Posture
Agravo Interno / Decisão
Outcome
Conheço do agravo para negar provimento ao recurso especial.
Legal Topics
IPTU, Legitimidade Passiva, Alienação Fiduciária, Propriedade Fiduciária, Execução Fiscal, Exceção De Pré Executividade

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Parties

MUNICÍPIO DE SÃO PAULO

Agravante

Procedural Posture

Agravo Interno / Decisão

  1. 1 Se o credor fiduciário é sujeito passivo do IPTU antes da consolidação da propriedade e da imissão na posse
  2. 2 Interpretação do art. 34 do CTN quanto à sujeição passiva
  3. 3 Efeito dos arts. 25, 26 e 27, §8º da Lei n. 9.514/1997 e do art. 1.368-B do CC sobre transferência de responsabilidade tributária

Ratio Decidendi

O STJ concluiu que o credor fiduciário não pode ser considerado sujeito passivo do IPTU antes da consolidação da propriedade e da imissão na posse do imóvel, uma vez que a propriedade fiduciária é resolúvel e desprovida de animus domini, e a transferência da responsabilidade tributária só ocorre no marco temporal previsto nos arts. 27, §8º da Lei 9.514/1997 e art. 1.368-B do CC; por isso conheceu do agravo e negou provimento ao recurso especial.

Court Disposition

Conheço do agravo para negar provimento ao recurso especial.

Orders

  • Reconsidero a decisão de e-STJ fls. 151/155 e, com base no art. 253, parágrafo único, II, "b", do RISTJ, conheço do agravo para negar provimento ao recurso especial.
  • Majoram-se os honorários sucumbenciais em desfavor da parte recorrente em 10% do valor já arbitrado na origem, nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, observados os limites percentuais dos §§ 2º e 3º e o art. 98, § 3º do CPC/2015.