AREsp 2239489 - DECISAO

AREsp 2239489 - DECISAO

O acórdão recorrido funda-se predominantemente em matéria constitucional (imunidade prevista no art.150, VI, a, da CF e vedação do art.151, III, da CF), sendo inviável a reforma por recurso especial; além disso, a imunidade tributária não alcança imóvel de concessionária exploradora de atividade econômica com contraprestação do usuário e não foi comprovada qualquer isenção prevista em contrato de concessão; quanto à prescrição, o Tribunal de origem corretamente aplicou o entendimento de que o termo inicial do prazo prescricional do IPTU é o dia seguinte ao vencimento da exação, e que o despacho que determinou a citação, na vigência da LC 118/2005, interrompeu a prescrição, razão pela qual...

Parties
Recorrente/agravante: LIGHT SERVIÇOS DE ELETRICIDADE S/A; Recorrido: MUNICÍPIO DE MESQUITA
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
26 April 2024
Procedural Posture
Agravo Contra Decisão Que Inadmitiu Recurso Especial / Admissibilidade Do Agravo E Julgamento Do Recurso Especial (mérito Parcial)
Outcome
Conheço em parte do recurso especial e, nessa parte, nego-lhe provimento.
Legal Topics
IPTU, Imunidade Tributária, Prescrição, Execução Fiscal, Honorários Advocatícios

Case Brief

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Parties

LIGHT SERVIÇOS DE ELETRICIDADE S/A

Recorrente/agravante

MUNICÍPIO DE MESQUITA

Recorrido

Procedural Posture

Agravo Contra Decisão Que Inadmitiu Recurso Especial / Admissibilidade Do Agravo E Julgamento Do Recurso Especial (mérito Parcial)

  1. 1 Cabimento de imunidade tributária prevista no art. 150, VI, alínea a, da CF para imóvel vinculado a concessão de serviço público de energia elétrica
  2. 2 Termo inicial para contagem da prescrição relativa ao IPTU e efeito interruptivo do despacho que determina a citação (LC 118/2005)
  3. 3 Possibilidade de conhecimento de recurso especial quando o acórdão recorrido está fundamentado eminentemente em matéria constitucional

Ratio Decidendi

O acórdão recorrido funda-se predominantemente em matéria constitucional (imunidade prevista no art.150, VI, a, da CF e vedação do art.151, III, da CF), sendo inviável a reforma por recurso especial; além disso, a imunidade tributária não alcança imóvel de concessionária exploradora de atividade econômica com contraprestação do usuário e não foi comprovada qualquer isenção prevista em contrato de concessão; quanto à prescrição, o Tribunal de origem corretamente aplicou o entendimento de que o termo inicial do prazo prescricional do IPTU é o dia seguinte ao vencimento da exação, e que o despacho que determinou a citação, na vigência da LC 118/2005, interrompeu a prescrição, razão pela qual...

Court Disposition

Conheço em parte do recurso especial e, nessa parte, nego-lhe provimento.

Orders

  • Conheço em parte do recurso especial e, nessa parte, nego-lhe provimento.
  • Publique-se.