REsp 1959212 - ACORDAO
Aplicando o art. 34 do CTN e a jurisprudência do STJ, a sujeição passiva do IPTU exige posse qualificada pelo animus domini; o credor fiduciário, antes da consolidação da propriedade e da imissão na posse, detém apenas propriedade resolúvel e posse indireta sem animus domini, e o art. 27, § 8º, da Lei n. 9.514/97 (com a previsão acrescida pela Lei 14.620/2023) atribui ao devedor fiduciante a responsabilidade pelos tributos até a imissão na posse; assim, o credor fiduciário não é sujeito passivo do IPTU nesse momento, pelo que se nega provimento ao recurso especial.
- Parties
- Recorrente: MUNICÍPIO DE SÃO PAULO; Recorrido: ITAÚ UNIBANCO S.A.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 19 March 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial Representativo De Controvérsia / Acórdão Colegiado Proferido Pela Primeira Seção (julgado)
- Outcome
- Recurso especial conhecido e desprovido
- Legal Topics
- IPTU, Alienação Fiduciária, Legitimidade Passiva, Responsabilidade Tributária Solidária, Animus Domini
Case Brief
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Parties
MUNICÍPIO DE SÃO PAULO
Recorrente
ITAÚ UNIBANCO S.A.
Recorrido
Procedural Posture
Recurso Especial Representativo De Controvérsia / Acórdão Colegiado Proferido Pela Primeira Seção (julgado)
Legal Issues
- 1 Definir se há responsabilidade tributária solidária e legitimidade passiva do credor fiduciário na execução fiscal em que se cobra IPTU de imóvel objeto de contrato de alienação fiduciária (Tema 1.158)
Ratio Decidendi
Aplicando o art. 34 do CTN e a jurisprudência do STJ, a sujeição passiva do IPTU exige posse qualificada pelo animus domini; o credor fiduciário, antes da consolidação da propriedade e da imissão na posse, detém apenas propriedade resolúvel e posse indireta sem animus domini, e o art. 27, § 8º, da Lei n. 9.514/97 (com a previsão acrescida pela Lei 14.620/2023) atribui ao devedor fiduciante a responsabilidade pelos tributos até a imissão na posse; assim, o credor fiduciário não é sujeito passivo do IPTU nesse momento, pelo que se nega provimento ao recurso especial.
Court Disposition
Recurso especial conhecido e desprovido
Orders
- Negar provimento ao Recurso Especial interposto pelo MUNICÍPIO DE SÃO PAULO
- Firmar a tese jurídica do Tema 1.158: "O credor fiduciário, antes da consolidação da propriedade e da imissão na posse no imóvel objeto da alienação fiduciária, não pode ser considerado sujeito passivo do IPTU, uma vez que não se enquadra em nenhuma das hipóteses previstas no art. 34 do CTN."
Full Case Text
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