REsp 2066278 - DECISAO
O Tribunal manteve a legitimidade passiva do promitente vendedor porque a ação foi proposta contra quem figurava como proprietário na matrícula do imóvel, não tendo sido registrado o instrumento particular de compra e venda, entendimento amparado por precedentes do STJ (REsp 1.111.202/SP e REsp 1.110.551/SP) e pela Súmula 399. Quanto à alegação de violação da lei municipal (art. 8.º, §3.º do Código Tributário do Município de Caieiras), o exame demandaria prévio juízo sobre norma local, atraindo por analogia o óbice da Súmula 280 do STF, de modo que a questão federal é, em parte, incognoscível; assim, o recurso especial foi conhecido em parte e, nessa extensão, negado provimento.
- Parties
- Recorrente: FRANCISCO MUNHOZ FILHO - ESPÓLIO; Exequente: Município de Caieiras
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 04 December 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Decisão De Mérito
- Outcome
- Conheço, em parte, do recurso especial e nego-lhe provimento.
- Legal Topics
- IPTU, Legitimidade Passiva, Responsabilidade Do Compromissário Vendedor, Exceção De Pré Executividade, Precedentes E Súmulas, Princípio Da Legalidade
Case Brief
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Parties
FRANCISCO MUNHOZ FILHO - ESPÓLIO
Recorrente
Município de Caieiras
Exequente
Procedural Posture
Recurso Especial / Decisão De Mérito
Legal Issues
- 1 Se o promitente vendedor (titular registral) pode ser demandado em execução fiscal de IPTU quando não houve registro do contrato translativo
- 2 Aplicabilidade dos precedentes do STJ (REsp n. 1.111.202/SP e REsp n. 1.110.551/SP e Tema n. 122)
- 3 Alegada violação de dispositivo de lei municipal (art. 8.º, §3.º do Código Tributário do Município de Caieiras) e consequência quanto à admissibilidade do recurso especial
Ratio Decidendi
O Tribunal manteve a legitimidade passiva do promitente vendedor porque a ação foi proposta contra quem figurava como proprietário na matrícula do imóvel, não tendo sido registrado o instrumento particular de compra e venda, entendimento amparado por precedentes do STJ (REsp 1.111.202/SP e REsp 1.110.551/SP) e pela Súmula 399. Quanto à alegação de violação da lei municipal (art. 8.º, §3.º do Código Tributário do Município de Caieiras), o exame demandaria prévio juízo sobre norma local, atraindo por analogia o óbice da Súmula 280 do STF, de modo que a questão federal é, em parte, incognoscível; assim, o recurso especial foi conhecido em parte e, nessa extensão, negado provimento.
Court Disposition
Conheço, em parte, do recurso especial e nego-lhe provimento.
Orders
- Sem honorários recursais
- Publique-se. Intimem-se.
Full Case Text
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