REsp 1849472 - DECISAO
O Superior Tribunal de Justiça entendeu que os precedentes repetitivos (REsp 1.110.551/SP e REsp 1.111.202/SP) confirmam que tanto o promitente comprador (possuidor a qualquer título) quanto o proprietário/promitente vendedor podem ser considerados contribuintes do IPTU, e que tais entendimentos não foram modulados quanto aos seus efeitos temporais, devendo aplicar-se ao caso concreto; por conseguinte, reconheceu-se a legitimidade do proprietário/promitente vendedor para figurar no polo passivo da execução fiscal, cassando-se o acórdão recorrido e determinando o retorno dos autos ao Tribunal de origem para novo julgamento do agravo de instrumento em observância à diretriz firmada pelo STJ.
- Parties
- Recorrente: MUNICÍPIO DE JACAREÍ; Executada/recorrida: Mônaco Siani Engenharia Empreendimentos e Participações; Executado/terceiro Interessado: Márcio Eduardo Noé
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 24 March 2021
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Decisão Do Superior Tribunal De Justiça Provimento E Cassação De Acórdão, Determinação De Retorno Ao Tribunal De Origem
- Outcome
- Recurso especial provido; acórdão recorrido cassado; autos retornem ao Tribunal de origem para julgamento do agravo de instrumento em observância ao entendimento do STJ de que o proprietário/promitente vendedor é parte legítima para responder à execução fiscal de IPTU.
- Legal Topics
- IPTU, Execução Fiscal, Legitimidade Passiva, Compromisso De Compra E Venda, Responsabilidade Tributária
Case Brief
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Parties
MUNICÍPIO DE JACAREÍ
Recorrente
Mônaco Siani Engenharia Empreendimentos e Participações
Executada/recorrida
Márcio Eduardo Noé
Executado/terceiro Interessado
Procedural Posture
Recurso Especial / Decisão Do Superior Tribunal De Justiça Provimento E Cassação De Acórdão, Determinação De Retorno Ao Tribunal De Origem
Legal Issues
- 1 Ilegitimidade passiva do proprietário/promitente vendedor em execução fiscal de IPTU
- 2 Aplicabilidade temporal e alcance dos precedentes repetitivos do STJ (REsp 1.110.551/SP e REsp 1.111.202/SP)
- 3 Efeito do registro do compromisso de compra e venda sobre a responsabilidade pelo IPTU
Ratio Decidendi
O Superior Tribunal de Justiça entendeu que os precedentes repetitivos (REsp 1.110.551/SP e REsp 1.111.202/SP) confirmam que tanto o promitente comprador (possuidor a qualquer título) quanto o proprietário/promitente vendedor podem ser considerados contribuintes do IPTU, e que tais entendimentos não foram modulados quanto aos seus efeitos temporais, devendo aplicar-se ao caso concreto; por conseguinte, reconheceu-se a legitimidade do proprietário/promitente vendedor para figurar no polo passivo da execução fiscal, cassando-se o acórdão recorrido e determinando o retorno dos autos ao Tribunal de origem para novo julgamento do agravo de instrumento em observância à diretriz firmada pelo STJ.
Court Disposition
Recurso especial provido; acórdão recorrido cassado; autos retornem ao Tribunal de origem para julgamento do agravo de instrumento em observância ao entendimento do STJ de que o proprietário/promitente vendedor é parte legítima para responder à execução fiscal de IPTU.
Orders
- Dar provimento ao recurso especial
- Cassação do acórdão recorrido
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