AREsp 1971135 - DECISAO
O Superior Tribunal de Justiça conheceu do agravo e não conheceu do recurso especial em razão da deficiência na fundamentação do recurso especial, nos termos da Súmula 284/STF; o acórdão recorrido havia decidido que, em contrato de alienação fiduciária registrado, o credor fiduciário detém apenas domínio resolúvel e não figura como contribuinte do IPTU, ficando a responsabilidade tributária com o devedor fiduciante conforme art. 27, §8º, da Lei 9.514/1997; aplicou-se, ainda, a majoração dos honorários advocatícios em 15% nos termos do art. 85, §11, CPC.
- Parties
- Agravante: MUNICÍPIO DE SÃO PAULO; Devedor Fiduciante: Edislom das Neves Souza; Devedora Fiduciante: Ednalia Maria Mendes Botêlho Sousa; Credor Fiduciário: banco
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 03 November 2021
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão Sobre Admissibilidade Do Recurso Especial (conheço Do Agravo Para Não Conhecer Do Recurso Especial)
- Outcome
- Conheço do agravo e não conheço do recurso especial.
- Legal Topics
- IPTU, Alienação Fiduciária, Execução Fiscal, Legitimidade Passiva, Súmula 284/stf, Honorários Advocatícios
Case Brief
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Parties
MUNICÍPIO DE SÃO PAULO
Agravante
Edislom das Neves Souza
Devedor Fiduciante
Ednalia Maria Mendes Botêlho Sousa
Devedora Fiduciante
banco
Credor Fiduciário
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão Sobre Admissibilidade Do Recurso Especial (conheço Do Agravo Para Não Conhecer Do Recurso Especial)
Legal Issues
- 1 Possibilidade de o credor fiduciário ser contribuinte do IPTU e figurar no polo passivo da execução fiscal
- 2 Aplicabilidade do art. 34 do CTN ao caso de propriedade fiduciária resolúvel
- 3 Responsabilidade tributária nos termos do art. 27, §8º, da Lei 9.514/1997
Ratio Decidendi
O Superior Tribunal de Justiça conheceu do agravo e não conheceu do recurso especial em razão da deficiência na fundamentação do recurso especial, nos termos da Súmula 284/STF; o acórdão recorrido havia decidido que, em contrato de alienação fiduciária registrado, o credor fiduciário detém apenas domínio resolúvel e não figura como contribuinte do IPTU, ficando a responsabilidade tributária com o devedor fiduciante conforme art. 27, §8º, da Lei 9.514/1997; aplicou-se, ainda, a majoração dos honorários advocatícios em 15% nos termos do art. 85, §11, CPC.
Court Disposition
Conheço do agravo e não conheço do recurso especial.
Orders
- Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
- Majoro os honorários de advogado em desfavor da parte recorrente em 15% sobre o valor já arbitrado nas instâncias de origem, nos termos do art. 85, § 11, do CPC.
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