AREsp 1903167 - DECISAO
Reconsiderada a decisão da Presidência, o Tribunal concluiu que, à luz do art. 34 do CTN e da jurisprudência do STJ, não se pode considerar sujeito passivo do IPTU o credor fiduciário antes da consolidação da propriedade e da imissão na posse; assim, a exceção de pré-executividade foi acolhida para excluir a recorrente do polo passivo da execução fiscal, porquanto a responsabilização tributária do credor fiduciário somente se transfere com a consolidação e imissão na posse, não podendo o art. 27, §8º da Lei 9.514/1997 ser interpretado como alterador da sujeição tributária prevista no CTN.
- Parties
- Agravante/recorrente: ITAÚUNIBANCO S.A.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 07 December 2021
- Procedural Posture
- Agravo Interno (reapreciação De Recurso Especial) / Decisão Da Presidência Reconsiderada; Conhecimento E Provimento Do Recurso Especial
- Outcome
- Conheço do agravo e dou provimento ao recurso especial; acolho a exceção de pré-executividade para excluir a recorrente do polo passivo da execução fiscal e condeno a parte recorrida ao pagamento de honorários advocatícios no valor de cinco mil reais, nos termos do art. 85, §§ 2º e 8º, CPC/2015.
- Legal Topics
- IPTU, Execução Fiscal, Ilegitimidade Passiva, Alienação Fiduciária, Exceção De Pré Executividade, Sujeição Passiva
Case Brief
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Parties
ITAÚUNIBANCO S.A.
Agravante/recorrente
Procedural Posture
Agravo Interno (reapreciação De Recurso Especial) / Decisão Da Presidência Reconsiderada; Conhecimento E Provimento Do Recurso Especial
Legal Issues
- 1 Sujeição passiva do credor fiduciário ao IPTU antes da consolidação da propriedade e imissão na posse
- 2 Alegado vício de integração/omissão do acórdão (art. 1.022 CPC/2015)
- 3 Interpretação e aplicabilidade do art. 27, §8º da Lei 9.514/1997 e do art. 1.368-B do CC/2002
Ratio Decidendi
Reconsiderada a decisão da Presidência, o Tribunal concluiu que, à luz do art. 34 do CTN e da jurisprudência do STJ, não se pode considerar sujeito passivo do IPTU o credor fiduciário antes da consolidação da propriedade e da imissão na posse; assim, a exceção de pré-executividade foi acolhida para excluir a recorrente do polo passivo da execução fiscal, porquanto a responsabilização tributária do credor fiduciário somente se transfere com a consolidação e imissão na posse, não podendo o art. 27, §8º da Lei 9.514/1997 ser interpretado como alterador da sujeição tributária prevista no CTN.
Court Disposition
Conheço do agravo e dou provimento ao recurso especial; acolho a exceção de pré-executividade para excluir a recorrente do polo passivo da execução fiscal e condeno a parte recorrida ao pagamento de honorários advocatícios no valor de cinco mil reais, nos termos do art. 85, §§ 2º e 8º, CPC/2015.
Orders
- Conhecer do agravo interno
- Dar provimento ao recurso especial
Full Case Text
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