REsp 2180860 - DECISAO
O recurso foi conhecido em parte e negado provimento porque a Corte de origem, com base na legislação municipal e na ausência de registro do contrato de compra e venda, acertadamente afastou a legitimidade da recorrente quanto à CIP e manteve-a no polo passivo do IPTU enquanto proprietária tabular, visto que a propriedade fiduciária exige registro para se constituir (art. 23, Lei 9.514/1997) e Tema 122/STJ confirma que a legislação municipal define o sujeito passivo do IPTU; além disso, a alegada divergência jurisprudencial não foi demonstrada por cotejo analítico, e havia óbices processuais (prequestionamento) que impediam a revisão no recurso especial.
- Parties
- Recorrente: IRMÃOS MODA EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS SPE LTDA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 20 March 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Decisão Monocrática Do Relator (conhecimento Em Parte E Nego Provimento)
- Outcome
- Conheço em parte do Recurso Especial e nego-lhe provimento; majoro em 20% os honorários recursais.
- Legal Topics
- IPTU, CIP (contribuição Para Custeio De Iluminação Pública), Legitimidade Passiva, Registro De Contrato De Compra E Venda, Alienação Fiduciária, Honorários Recursais, Divergência Jurisprudencial, Prequestionamento
Case Brief
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Parties
IRMÃOS MODA EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS SPE LTDA
Recorrente
Procedural Posture
Recurso Especial / Decisão Monocrática Do Relator (conhecimento Em Parte E Nego Provimento)
Legal Issues
- 1 Se a recorrente é contribuinte da CIP
- 2 Se a recorrente é legítima passiva do IPTU diante da ausência de registro do contrato de compra e venda
- 3 Se a condição de credor fiduciário atribui propriedade plena sem registro
Ratio Decidendi
O recurso foi conhecido em parte e negado provimento porque a Corte de origem, com base na legislação municipal e na ausência de registro do contrato de compra e venda, acertadamente afastou a legitimidade da recorrente quanto à CIP e manteve-a no polo passivo do IPTU enquanto proprietária tabular, visto que a propriedade fiduciária exige registro para se constituir (art. 23, Lei 9.514/1997) e Tema 122/STJ confirma que a legislação municipal define o sujeito passivo do IPTU; além disso, a alegada divergência jurisprudencial não foi demonstrada por cotejo analítico, e havia óbices processuais (prequestionamento) que impediam a revisão no recurso especial.
Court Disposition
Conheço em parte do Recurso Especial e nego-lhe provimento; majoro em 20% os honorários recursais.
Orders
- Conheço em parte do Recurso Especial e nego provimento.
- Majoro em 20% (vinte por cento) os honorários advocatícios recursais.
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