REsp 1919878 - DECISAO
O Superior Tribunal de Justiça decidiu que, em relação aos fatos geradores até o exercício de 2014, é legítima a cobrança do IPVA com fundamento na Lei Estadual n.º 14.937/2003, de modo que o credor fiduciário responde solidariamente; contudo, para fatos geradores ocorridos a partir de 2015 aplica-se o parágrafo único do art. 1.368-B do Código Civil (Lei n.13.043/2014), que afasta a responsabilidade do credor fiduciário até que este se torne proprietário pleno e seja imitado na posse, o que justificou a anulação parcial da CDA; ademais, o agravo da empresa não foi conhecido por não impugnar especificamente todos os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso especial.
- Parties
- Recorrente: O ESTADO DE MINAS GERAIS; Recorrente: MULTIMARCASADMINISTRADORA DE CONSÓRCIOS LTDA.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 24 August 2021
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Decisão Do Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- Não conhecido o agravo da empresa; conhecido em parte o recurso especial do Estado de Minas Gerais e, nessa extensão, negado-lhe provimento.
- Legal Topics
- IPVA, Alienação Fiduciária, Responsabilidade Solidária, Legitimidade Passiva, Lei Estadual N.º 14.937/2003, Art. 1.368 B Do Código Civil, CDA (certidão De Dívida Ativa)
Case Brief
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Parties
O ESTADO DE MINAS GERAIS
Recorrente
MULTIMARCASADMINISTRADORA DE CONSÓRCIOS LTDA.
Recorrente
Procedural Posture
Recurso Especial / Decisão Do Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 legitimidade passiva do credor fiduciário para responder pelo IPVA
- 2 aplicabilidade temporal do art. 1.368-B do Código Civil (Lei n.13.043/2014)
- 3 validade e aplicabilidade da Lei Estadual n.º 14.937/2003
Ratio Decidendi
O Superior Tribunal de Justiça decidiu que, em relação aos fatos geradores até o exercício de 2014, é legítima a cobrança do IPVA com fundamento na Lei Estadual n.º 14.937/2003, de modo que o credor fiduciário responde solidariamente; contudo, para fatos geradores ocorridos a partir de 2015 aplica-se o parágrafo único do art. 1.368-B do Código Civil (Lei n.13.043/2014), que afasta a responsabilidade do credor fiduciário até que este se torne proprietário pleno e seja imitado na posse, o que justificou a anulação parcial da CDA; ademais, o agravo da empresa não foi conhecido por não impugnar especificamente todos os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso especial.
Court Disposition
Não conhecido o agravo da empresa; conhecido em parte o recurso especial do Estado de Minas Gerais e, nessa extensão, negado-lhe provimento.
Orders
- NÃO CONHEÇO do agravo em recurso especial da empresa (art. 253, parágrafo único, I, do RISTJ)
- CONHEÇO em parte do recurso especial do ESTADO DE MINAS GERAIS para, nessa extensão, NEGAR-LHE PROVIMENTO (art. 255, § 4º, I e II, do RISTJ)
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