AREsp 2549413 - DECISAO
O STJ concluiu que o Tribunal a quo analisou corretamente a controvérsia: reconheceu-se o direito de excluir da base de cálculo do IRPJ e da CSLL a remuneração de depósitos judiciais (atualização pela taxa SELIC) nas hipóteses de repetição do indébito, por se tratar de indenização; por outro lado, rejeitou-se a tese de que juros e correção pactuados em contratos sejam indenizatórios, por serem resultado do pacto entre as partes e constituírem acréscimo patrimonial sujeito a tributação. Ademais, não se conheceu do recurso especial por impedir requisição de reexame fático-probatório e por ausência de prequestionamento de certas matérias, aplicando-se também a modulação da tese 962 do STF...
- Parties
- Impetrante: LIBRELATO S.A. IMPLEMENTOS RODOVIÁRIOS; Autoridade Coatora: Delegado da RECEITA FEDERAL - FAZENDA NACIONAL
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 22 March 2024
- Procedural Posture
- Mandado De Segurança / Recurso Especial / Recurso Especial Não Conhecido Pelo STJ
- Outcome
- recurso especial não conhecido
- Legal Topics
- IRPJ, CSLL, Mandado De Segurança, Repetição De Indébito, Depósitos Judiciais, Taxa SELIC, Juros Moratórios, Modulação De Efeitos (tese 962 Stf)
Case Brief
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Parties
LIBRELATO S.A. IMPLEMENTOS RODOVIÁRIOS
Impetrante
Delegado da RECEITA FEDERAL - FAZENDA NACIONAL
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Mandado De Segurança / Recurso Especial / Recurso Especial Não Conhecido Pelo STJ
Legal Issues
- 1 Incidência de IRPJ e CSLL sobre atualização pela taxa SELIC em depósitos judiciais
- 2 Incidência de IRPJ e CSLL sobre juros moratórios decorrentes de pagamentos extemporâneos contratuais
- 3 Aplicabilidade da modulação dos efeitos da tese 962 do STF ao caso concreto
Ratio Decidendi
O STJ concluiu que o Tribunal a quo analisou corretamente a controvérsia: reconheceu-se o direito de excluir da base de cálculo do IRPJ e da CSLL a remuneração de depósitos judiciais (atualização pela taxa SELIC) nas hipóteses de repetição do indébito, por se tratar de indenização; por outro lado, rejeitou-se a tese de que juros e correção pactuados em contratos sejam indenizatórios, por serem resultado do pacto entre as partes e constituírem acréscimo patrimonial sujeito a tributação. Ademais, não se conheceu do recurso especial por impedir requisição de reexame fático-probatório e por ausência de prequestionamento de certas matérias, aplicando-se também a modulação da tese 962 do STF...
Court Disposition
recurso especial não conhecido
Orders
- Conheço do agravo relativamente à matéria que não se enquadra em tema repetitivo, e não conheço do recurso especial.
- Determino, se houver prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, sua majoração em desfavor da parte recorrente no importe de 1% sobre o valor já fixado, nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015.
Full Case Text
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